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The Great Gatsby, ou O Grande Gatsby, foi um livro que li no final de 2013, se não me engano. Li a versão original, em Inglês, que o meu pai também leu, quando tinha mais ou menos a minha idade. A cópia dele encontra-se toda sublinhada, principalmente as palavras mais difíceis ou curiosas e engraçadas, o que tem a sua piada - ler um livro que já passou pelas mãos de outra pessoa que nos é próxima e que deixou a sua marca.

Adorei o contexto, as personagens, o enredo, tudo em The Great Gatsby. A escrita de Fitzgerald é muito sucinta, mas conseguimos perceber de imediato a aura da história e de cada momento narrado. Entramos na mente das personagens, principalmente da do narrador, Nick Carraway, sem grandes dificuldades. 

O tema do romance é complexo, tem muitas referêcias históricas, mas a leitura é simples. Além disso, é necessário estar-se atento aos significados implícitos e percebê-los através de um ponto de vista cultural. Este é um daqueles livros que tem de ser lido com cuidado e tempo, sem pressas, para que o possamos digerir convenientemente e, deste modo, aproveitarmos a experiência.

Fico sempre de pé atrás no que toca a adaptações cinematográficas, mas a última de The Great Gatsby, de 2013, vale a pena. Só por causa do seu desempenho como Gatsby, já deviam ter dado um Óscar ao Leonardo DiCaprio. O homem teve cá uma prestação...! Esteve muito perto de encarnar o protagonista que eu imaginava. Os outros autores também são de se lhe tirar o chapéu, a maioria super, super conhecidos do grande ecrã), mas a minha preferida foi a Carey Mulligan, que fez de Daisy. Quanto à banda sonora, não é nada aquela que se supunha (Jay Z e Alicia Keys nos Loucos Anos 20?), mas a escolha das músicas, interpretando o furor das festas, está muito bem conseguida.


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Este ano, o Dia Mundial do Livro teve um gosto especial. Este mesmo blogue foi escolhido pela equipa dos Blogs do Sapo para a lista "10 blogs para conhecer no Dia Mundial do Livro", figurando como número 6 e sendo o número 7... o blogue do meu escritor português favorito, José Luís Peixoto himself! É a loucura, meus amigos! Quanta emoção, partilhar seja o que for com um dos nossos ídolos! Ai, ai...

 

Mais uma vez, agradeço o destaque e todas as reacções que o Procrastinar Também é Ler (assim como o seu irmão mais velho, Procrastinar Também é Viver) tem gerado. Nunca é suficiente agradecer a quem me lê, a quem lê seja o que for por prazer, a quem continua a acreditar no poder e sabedoria dos livros, à minha família que me pegou o bicho desde o berço, às minhas amigas que o partilham comigo e só não agradeço ao meu namorado porque ele não gosta nada de ler (a ironia da minha vida, portanto)! E já chega, que isto não é uma gala de prémios da MTV e muito menos os Óscares!

 

Em suma, continuem a ler, a gostar de o fazer e a transmitir essa paixão. Quanto aos direitos de autor, não sejam como eu e comprem mesmo as versões digitais dos livros, em vez de arranjarem uma versão pirata.

 

Muito amor,

Beatriz

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Shelfie de (apenas) 137 livros

por BeatrizCM, em 19.04.14

Afinal, não preciso da Billy de 80x28x106cm. Na noite anterior a ir comprá-la, andei a arrumar a minha Billy de 80x28x202cm e coube lá tudo, assim muito bem espremidinho (aka Tetris livresco) e submetido a minuciosa avaliação (emprestado para devolver, para vender, para dar). Porém, como devem imaginar, esta será uma situação temporária, ou não seja eu uma compradora compulsiva de livros.

 

A minha Billy de 80x28x202cm divide-se entre as 3 prateleiras com os livros de que mais gosto, 2 prateleiras com tralhas diversas, CDs e a minha colecção de canecas, e uma outra prateleira com dicionários e gramáticas (sou mesmo uma miúda das letras!). As últimas três estão protegidas por portas e não são mostradas na shelfie.

 

 

Quanto às três prateleiras que interessam, pode-se dizer que são as que albergam os meus livros favoritos, mesmo aqueles que já não leio e que, por alguma razão pseudo-emocional, foram deixados ficar. Contei 137 livros, fora os do lado esquerdo da prateleira de baixo, que não me pertencem ou que deixarão de pertencer em breve.

Por último: não, não é impressão vossa. As prateleiras encontram-se realmente vergadas pelo peso.

 

***

 

ADENDA: ainda existe mais uma estante cheia de livros meus que já gostei de ler, ou que não têm estatuto suficiente para vir para o meu quarto, ou que são de capa dura e banda desenhada e não cabiam aqui. Esses encontram-se na biblioteca familiar, onde coexistem outros milhares de livros, sem exagero. Vá lá. Somos quatro amantes das letras cá em casa e temos uma divisão especialmente destinada aos livros. Não, não é um escritório - é uma BIBLIOTECA.

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Parece que só cá ficam os maus...

por BeatrizCM, em 18.04.14

 

E a brincar se dizem as verdades! Esperemos que a tendência se inverta ou ficaremos entregues ao bichos - e a Margaridas Rebelo Pinto.

(Retirado daqui.)

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Uma reflexão sobre as "shelfies" do Sapo

por BeatrizCM, em 17.04.14

Ainda não apresentando a minha shelfie pessoal, tenho andado de olho nas shelfies dos outros, aqui. E tenho ficado sempre muito desapontada. Serei a única a precisar de quase dez prateleiras, que já curvam com o peso? Serei a única a ter de ir comprar uma estante nova, porque as duas que tenho já não me chegam? Vejo as vossas estantes tão vazias, ou sendo em tão reduzido número, que não consigo evitar questionar-me. Ainda só vi uma, salvo erro, que se safa dentro da categoria de Casa Com Estantes a Abarrotar de Livros, e mesmo assim estavam todos um bocado mal organizados e desleixados. Fora essa, as restantes mais parecem a quantidade de livros que adquiro num só ano, e não numa vida inteira.

Em princípio, amanhã já conseguirei mostrar-vos a minha própria shelfie (porque hoje é dia de ir ao IKEA buscar a nova Billy), para que confirmem vocês mesmos por que razão me coloco estas perguntas.

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Perder a cabeça com livros é um prazer!

por BeatrizCM, em 16.04.14

Há muito tempo (talvez desde a FLL do ano passado) que não comprava livros novinhos ou que, pelo menos, não fossem para a faculdade e que não representassem um desfalque menos necessário na minha-já-super-desfalcada conta bancária. O que me valeu foi ter alguns vales da Fnac e da Bertrand e o desconto que me restou do livro que comprei no dia do Pai.

Então, lá fui eu à procura de pechinchas, se é que as há nas grandes cadeias de livrarias, onde é tudo uma questão de estar no sítio certo, à hora certa, em frente da prateleira certa. Pessoalmente, considero-me uma caça-promoções, por isso é raro escapar-me alguma por falta de atenção.

 

 

 

 

Aqui vai a lista dos livros, onde os comprei, por quanto e o que achei deles à primeira vista.

 

Bertrand:

  • The Idiot - Fyodor Dostoyevski - 5€ - uma pechincha para um clássico escrito por um autor tão conhecido do século XIX. Já tinha ouvido falar deste romance, mas as promessas da sinopse convenceram-me definitivamente: "The Idiot remains a provocative example of psychological realism". Ok. Eu gosto de psicologia e de realismo. Eu gosto de personagens esmiuçadas até ao miolo. Tive de o trazer. Nunca li nada de Dostoyevski, mas guardo altas expectativas quanto à sua obra.
  • The Middlesteins - Jami Attenberg - 8€ - esta aquisição é o resultado de uma capa apelativa (quem disser que não se sente atraído por capas engraçadas só se está a iludir), da minha adoração por edições de bolso ou, pelo menos, por livros mais pequenos (como podem confirmar na primeira imagem, apesar de não se perceber muito bem a escala) e da necessidade enorme que senti de esbanjar um pouco mais de dinheiro em literatura light norte-americana, porque de literatura "séria" já o meu cérebro anda fartinho. Há quem diga que é um livro bestial, há quem diga que não e eu espero não me desiludir. Guardei o talão para troca, só naquela...

 

Fnac:

  • Le Vieux Qui Ne Voulait Pas Fêter Son Anniversaire - Jonas Jonasson - 8,67€ - eu já quero ler este livro desde sabe-se lá quando. No entanto, fiquei indecisa se o havia de comprar em inglês ou em francês, porque em sueco (versão original) é que não o conseguiria fazer. O inglês é uma língua mais próxima das nórdicas, mas a versão francesa é mais barata e, além disso, eu tenho um exame de francês avançado em Setembro, por isso preciso de todos e quaisquer recursos para o praticar. E assim foi. Mal posso esperar por conferir se todo o zum-zum em redor do centenário que fugiu pela janela se justifica!
  • Crónicas do Sul - Luis Sepúlveda - 2€ (sim, sim, dois euros!) - já li dois livros deste escritor chileno e adorei. A literatura sul-americana é diferente de tudo o resto, não só pelo seu panorama cultural, mas também pelo tipo de escrita, de raciocínio... Este livro é um conjunto de crónicas acerca da realidade política do Chile, reflectindo as opiniões do autor, o que eu gosto de saber sempre. Aceder aos pensamentos de outra pessoa não tem preço, quanto mais de um escritor!
  • A Minha Pequena Livraria - Wendy Welch - 11,40€ (já com 20% de desconto duma campanha que estava a decorrer, ou pagaria 14,50€) - mal conheci este livro através do Goodreads, soube que tinha de ser meu. Também faço parte daquele imenso grupo de bibliófilos que gostariam de ter uma livraria, que seria muito engraçadito e coiso e tal. Mas, acima de tudo, eu faço parte daquele imenso grupo que é bibliófilo e ponto final. Não resisti a tentar saber mais acerca da aventura da Wendy e do Jack. Já li despachei este - review para breve.

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Últimas leituras - Ésquilo e Sófocles

por BeatrizCM, em 13.04.14

Não tenho dado notícias, porque tenho andado a ler compulsivamente para a faculdade. A minha maior proecupação deste semestre é, como já aqui tenho dito, a cadeira de Cultura Clássica, para a qual tenho de ler para aí 12 livros, ou seja, mais ou menos um por semana, o que para uma leitora ávida como eu não significa grande coisa, não fossem as outras quatro disciplinas que compõem o meu currículo escolar. Mas passando à frente...

Já acabei de estudar o teatro de Ésquilo e de Sófocles, mestres da tragédia grega (e ainda me falta Eurípides, mas desse falo depois). De Ésquilo, li a trilogia que forma a Oresteia (Agamémnon, Coéforas e Euménides) e os Persas. De Sófocles, li o Rei Édipo e a Antígona. Em suma, gostei mais das obras do último tragediógrafo. A Oresteia também não foi má, apenas mais massuda, mas os Persas são assim meio que "meh".

Aconselho mais o Rei Édipo e a Antígona porque nos conseguimos identificar melhor com o enredo, uma vez que os temas continuam actuais, nomeadamente a fragilidade humana e a apredizagem com os erros (mesmo quando é "tarde demais"). No entanto, os textos de Sófocles são menos fáceis de ler do que os de Ésquilo.

 

OresteiaPersas

Rei Édipo

 

Críticas no Goodreads:

Oresteia

Persas

Rei Édipo

Antígona

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Fyodor Books com novidades

por BeatrizCM, em 12.04.14

 

Agora, 5 livros são 10€. Aqui.

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Fazes-me falta...

por BeatrizCM, em 12.04.14

BILLY Estante IKEA Prateleiras reguláveis. Adapte o espaço entre as prateleiras segundo as suas necessidades.

 

Estante Billy do Ikea, 80x28x106cm, 30€. A solução para o problema "onde raio vou meter tanto livro?, ai que ate já me caem das prateleiras, ai, um dia a Billy de 80x28x202cm ainda me vai ao chão".

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