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Últimas leituras - "A Cidade e as Serras"

por BeatrizCM, em 25.08.15

Este ano, decidi que já tinha estaleca para voltar a ler Eça de Queirós. Quer dizer, ditou o destino que a faculdade me obrigasse a já ter estaleca para voltar a ler Eça de Queirós. Fez o destino muito bem, fez ele uma maravilha!

No ensino secundário, entre o décimo e o décimo primeiro ano, achei que ia pôr-me a ler Os Maias nas férias, para não ter de os ler obrigada uns meses depois. Pelo menos, teria a motivação de ler porque queria, e não porque alguém (ou um currículo nacional de disciplina) mo imporia.

Quis o famigerado destino que, na rentrée desse mesmo ano lectivo em que fiz o meu 11º, o grupo de professores de Português da minha escola alterasse a leitura queirosiana obrigatória para A Cidade e as Serras. Lixeeeeeeeeeeeeei-me. E Os Maias nunca passaram de metade, mesmo quando lhes voltei a pegar de início uns tempos depois. Quase seria escusado dizer que também nunca passei da página cento e pouco em A Cidade e as Serras. É que a minha aversão a ler por obrigação sempre foi fortezinha.

 

Bem, mas dizer que NUNCA passei da página cento e pouco em A Cidade e as Serras passou a ser exagero. Já passei a página cento e pouco, sim senhora! Aliás, já acabei o livro, pelo menos uma vez na vida - desde esta semana!

E que alívio foi, tornar a ler Eça de Queirós sem desgostar, tal como aconteceu com A Capital!, há uns meses atrás. Descobri que devo gostar mesmo do estilo queirosiano. Que se cale a ignorância literária (e não só) dos meus 16 anos!

 

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Feitas as pazes com Eça, 'bora nessa da minha opinião acerca d'A Cidade e as Serras!

Adoro a escrita de Eça de Queirós. Como referi na minha review ao seu livro "A Capital!", mesmo quando existem repetições frequentes de palavras (quase icónicas, simbólicas do autor), a fluidez gramatical, as expressões utilizadas e todo o aparato vocabular de Eça são de se lhe tirar o chapéu.

Falando mais particularmente deste livro "A Cidade e as Serras", tenho a avisar futuros leitores que é necessária alguma força de vontade para ultrapassar certas fases menos dinâmicas da história. Principalmente quando os protagonistas, Zé Fernandes (também narrador) e Jacinto, se encontram em Paris, senti-me como se eu própria estivesse igualmente presa nessa capital. Se era esse o objectivo de Eça, transferir a angústia das personagens aos leitores, conseguiu. Nem o surgimento de outras personagens caricatas me motivou à leitura.
Finalmente, com o regresso a Portugal e a introdução à nova vida em Tormes, senti-me de novo satisfeita. Jacinto começou a mudar, começaram a acontecer-lhe peripécias que mais me fizeram lembrar outros romances de Eça de Queirós. Apareceu o amor sincero e a amizade foi, mais do que nunca, exaltada. A ode à simplicidade que as serras emanavam na escrita de Eça contagiou-me. Podemos ser felizes com tão pouco, não é? E não há nada como a comida portuguesa e os ares do campo, para nos curarmos das maleitas da cidade: o burburinho incessante e insistente, as distrações que nada nos distraem, a tecnologia da Civilização, a abundância de informação e estímulos, as pessoas-iguais-a-todas-as-outras, os vícios.

Adorei ler "A Cidade e as Serras", pelo que lhe atribuí 5 estrelas. O génio de Eça há que ser celebrado! 

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Primeira encomenda via Wook: check!

por BeatrizCM, em 25.08.15

Nunca tinha mandado vir nenhuma encomenda pela Wook. O único site da Internet por onde costumo comprar livros é o Book Depository, ou seja, tudo o que eu tenha ou queira comprar em inglês vem de lá.

Há cerca de duas ou três semanas, deu-me a pancada. Quis começar a procurar livros sobre educação, que me ajudassem a perceber se é um mestrado de ensino que vou tirar ou se abandono essa ideia once and for all. Além disso, uma vez que estou a tirar o curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores, vou aproveitado a onda da pedagogia e companhia.

Primeiro, tentei procurar livros sobre educação e ensino em inglês, no Book Depository, mas por lá os livros técnicos são mais caros. Depois, decidi investigar a fundo as bibliografias dos mestrados que se me encontram debaixo de olho. Por isso, depressa acabei na Wook.

 

É verdade que, mesmo em português, os livros técnicos são caros. Mas, para compras superiores a 14€, não se paga portes na Wook - que felicidade, milagre em Portugal! Mal encontrei um título que me agradou, decidi de imediato investir nele (de imediato que é como quem diz... depois de receber o salário).

Depois do pagamento efectuado por Multibanco, esperei cerca de 3 a 4 dias úteis para que me chegasse o livro às mãos, apesar de a expedição ter sido realizada menos de 24 horas depois. Ainda assim, acho que foi um instantinho.

Estive insuportável, impaciente à espera que o estado da encomenda se alterasse no site dos CTT!

 

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Finalmente, foi ontem de manhã que o meu livro Educação Intercultural e Aprendizagem Cooperativa chegou... e até trouxe um brinde - a revista Happy deste mês (tudo a ver no que toca ao tema, como podem imaginar).

 

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Wook achei do envio do livro?

À parte não terem colocado o livro dentro do saco de plástico que vinha dentro da caixa de cartão e ele ter ficado com a parte da frente da capa com manchas à conta disso, é certo que o serviço podia ter sido feito de pior maneira (Fnac online, esta é para ti, oh tu dos envelopes simples). O facto de vir com um brinde constitui um ponto positivo, mas não consigo abter-me do facto de que o ambalamento do livro deveria contar com um melhor isolamento, em vez de vir numa caixa de cartão demasiado larga e sem protecção (como plástico de bolhas).

 

Alguém tem mais experiências para contar acerca de encomendas via Wook?

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SHELFIE (com selfie) time!

por BeatrizCM, em 19.08.15

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Tenho uma estante.

 

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E outra.

 

 

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Últimas leituras - "Alice in Wonderland"

por BeatrizCM, em 17.08.15

Como referi na última publicação sobre intenções de leitura, tenho tentado ler muitos dos livros que tenho "intocados" na estante, além de também fazer parte dos meus objectivos conhecer o maior número possível de clássicos da literatura portuguesa e inglesa (utopicamente, da literatura mundial).

Por isso, seguiu-se por ordem quase natural o livro Alice in Wonderland, ou Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

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Esta foi a crítica que deixei a Alice in Wonderland no Goodreads, com a classificação quantitativa de 4 estrelas: 

Há já muitos anos que queria ler Alice no País das Maravilhas, mas preferi esperar para ter maturidade e capacidade para o fazer pela versão original, em inglês. Feitas as contas, ainda bem que esperei!
Supostamente, este é um conto para crianças, mas os significados mais ímplicitos só se conseguem compreender com algum esforço. Penso que a maior crítica, e a mais imediata e explícita, é à autoridade dos adultos e à sua incansável busca pelos porquês de tudo o que os rodeia, esquecendo-se de procurar os pequenos prazeres da vida, sem pressas, sem se questionarem. Ao longo da sua viagem de sonho, a Alice aprende a relaxar e a aproveitar o que as contingências do acaso lhe vão proporcionando.
Além disso, a linguagem utilizada pareceu-me demasiado exigente para as crianças, mesmo que nativas de inglês. Julgo que também pode ter que ver com o século em que os contos de Alice no País das Maravilhas foram escritos.
A partir da minha perspectiva, de uma jovem adulta, este livro tem uma óptima qualidade e lê-se com prazer. No entanto, ainda tenho dúvidas do que o leva a ser um clássico tão aclamado da literatura inglesa.

 

 

Curiosidade: a edição que tenho é já antiga, de 1974 - e, como a arranjei em segunda mão, tem a capa rasgada e riscada e, no interior, tem até uma dedicatória [Para a Paula da sua amiga de escola. Ana Paula Loureiro] e até um papelinho lá dentro, marcado com "Oeiras, 15 de Setembro 82" que começa assim: "Aqui estou revelando os meus pedidos para o amor da minha vida". Infelizmente, a lista de pedidos resume-se a "1º pedido. Quero que me continues a amar como tens até este momento. 2º pedido."

E pronto, fiquei sem saber quais seriam os restantes pedidos, mas sei que o livro já pertenceu a uma rapariga chamada Paula (possivelmente, a referida apaixonada) e que lhe foi oferecido pela sua amiga Ana Paula.

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Intenções de leitura

por BeatrizCM, em 17.08.15

Recentemente, tenho andado a fazer um esforço para ler mais livros em português, de preferência os clássicos mais óbvios da literatura, como Eça de Queirós e Almeida Garrett. Também comecei a reunir alguns nomes mais recentes, como José Saramago (de quem já não lia um único livro há quase dois anos), e mesmo os mais "jovens", como Válter Hugo Mãe.

Além de clássicos portugueses, tenho investido nos ingleses. Ou tentado. Alice in Wonderland - check!

Contudo, em geral, o meu objectivo é diversificar as minhas preferências literárias, expandir os conhecimentos já adquiridos e descobrir revelações, tanto recentes quanto mais antigas (nem que tenha de recuar uns quantos séculos). E ler os livros que comprei a vulso, à maluca, desde que comecei a trabalhar, como se fosse no dia seguinte que se daria o apocalipse zombie. Não são poucos, mas estou num bom caminho.

Acho que precisava de ter mais três meses de pseudo-férias para pôr toda a leitura em dia.

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Últimas leituras - "The Casual Vacancy"

por BeatrizCM, em 08.08.15

Faz hoje exactamente um ano desde que regressei de Newcastle. Desse intercâmbio de duas semanas, resultaram 8 livros por 16,30£, o que não deve chegar nem a 20€ ), comprados não só em Newcastle, como também em Alnwick. Entretanto, vendi alguns, pois descobri que não simpatizava com eles quando os tentei ler. A maior parte, ainda não tive oportunidade de ler. No entanto, já li os dois livros comprados por 3£ cada, numa loja de caridade em Newcastle - Malala e, agora, The Casual Vacancy.

 

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O que me atraiu neste livro, além do facto de ser escrito pela J. K. Rowling (autora da saga Harry Potter), foi a capa. O amarelo e o vermelho predominam no design minimalista, mas chamativo. Adoro. E adoro a encadernação, a sobrecapa, o cheiro e o peso e a textura das páginas.

E adorei a história que tão magnificente cobertura encerra.

 

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Atenção: a tradução portuguesa do livro, o título é Morte Súbita, mas o significado do título original The Casual Vacancy é qualquer coisa como O Lugar Vago Casual no jargão da administração local, como é explicado antes do início da história. 

 

Finalmente, deixo-vos com a minha review ao The Casual Vacancy no Goodreads

Até agora, este é um dos meus livros favoritos, de entre os que já li em 2015.
Não comecei a ler "The Casual Vacancy" com expectativas muito elevadas, uma vez que muitas das crìticas de outros leitores eram negativas e porque não me queria (des)iludir. Afinal, a J. K. Rowling é conhecida por escrever livros para um público infantil e juvenil, não para um público adulto.
No entanto, acho que desde o primeiro dia que me surpreendi. Não deixei de ser cautelosa com as primeiras impressões, cuja qualidade poderia não se prolongar, mas, quanto mais o final se aproximava, mais a história dos habitantes de Pagford se tornava empolgante. Falo por mim - notei que havia uma espécie de gradação no que toca à intensidade no desenrolar dos acontecimentos, quase como num filme, e que me ia tornando cada vez mais íntima em relação às personagens - primeiro, obtemos uma descrição muito geral de quem são, mas vamos percebendo cada vez mais a sua verdadeira identidade e os seus segredos ao longo dos capítulos.
Não é suposto este livro ser um thriller ou um policial. Desde o início que sabemos como morreu Barry Fairbrother, quem usa a sua identidade indevidamente, quem lhe queria mal e quem lhe queria bem. Na verdade, a existência desta personagem breve constitui apenas um pretexto para contar as histórias de todos os seus conterrâneos.
Surpreendi-me com a linguagem nua e crua (li a edição original, em inglês), com a construção detalhada da vida de cada habitante de Pagford e com a capacidade de J. K. Rowling para escrever um livro fora do seu registo habitual, depois de tantos anos dedicados a Harry Potter.
Sei que é precisa alguma perseverança para ler um livro tão longo sem perder o impulso e a motivação na sua leitura, mas o meu truque foi não deixar de pegar no livro um dia que fosse, mesmo que só acabasse por ler algumas páginas.

 

 

Boas leituras!

 

 

 

 

 

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