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Da saga "os meus amigos emprestam-me boas leituras"... Os Guerreiros do Arco Íris, de Andrea Hirata!

 

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Apesar de não o considerar um livro extremamente bem escrito, talvez porque a tradução para português não é das mais ricas, estes Guerreiros conquistaram-me.
O que parece ser uma espécie de narrativa da infância do próprio autor leva-nos a uma ilha exótica, linda, mas muito pobre. Os seus habitantes vivem subjugados por um monopólio capitalista que quase os divide em castas, mas, no meio de tanta miséria, uma turma de onze alunos marca a diferença é insiste em contrariar o destino.
Mais do que uma narrativa literária, esta é uma história que nos inspira a acreditar num futuro melhor, ao providenciarmos uma instrução decente às crianças de todo o mundo. O relato de Andrea Hirata obriga-nos a repensar as nossas prioridades e a reflectir sobre a perserverança e a lealdade.

 

No fim, dei-lhe 4 estrelas.

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Últimas leituras - O Filósofo e o Lobo

por BeatrizCM, em 01.05.16

Eis um dos novos livros da coleccção de bolso da Leya, que custa uma ninharia e entretém e ensina imenso: O Filósofo e o Lobo, do professor Mark Rowlands!

 

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Concordo com o que dizem muitas das críticas a este livro: não é um livro de filosofia convencional. Na maior parte do tempo, nem sequer temos muita dificuldade em seguir a narrativa ou a argumentação - é uma leitura razoavelmente leve. Consiste principalmente num relato de alguns episódios que Mark Rowlands viveu com o seu lobo Brenin, intercalado com algumas reflexões de ordem social, biológica e (obviamente) filosófica. A questão central é: como definir humano, como distinguir o Homem em relação às restantes criaturas terrestres? E como podemos comparar o Homem ao Lobo?

Em suma, não se deve esperar d'O Filósofo e o Lobo uma narrativa autobiográfica detalhada, mas também não se deve esperar uma leitura académica exaustiva e muito teórica. Aliás, há uma conjugação bastante equilibrada entre autobiografia e filosofia.
Atribuí 4 estrelas e não 5, apenas porque se notava alguma repetição de ideias que, ao fim de dezenas e dezenas de páginas, se torna irritante. Fiquei com a ideia de que não tinha havido cuidado na revisão da coesão entre capítulos.

A edição de bolso da Leya também precisa de uma revisão urgente na pontuação do texto.

 

Este foi também o primeiro livro oficial da coleccção comum de livros que me pertence tanto a mim quanto ao meu namorado, Ricardo. Somos os dois grandes fãs de livros e da leitura em geral, por isso pensámos que faria todo o sentido começar, não a juntar um enxoval para a vida, mas sim uma biblioteca da nossa futura família (se tudo correr bem). Dito isto, a mão, os pés e a mobília que vêem na foto desta publicação não são minhas... mas sim dele, porque eu fui a primeira a ler O Filósofo e o Lobo e passei-lho depois disso, em jeito de custódia partilhada!

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Últimas leituras - Brooklyn

por BeatrizCM, em 01.05.16

 

Há mais de três meses que não me entusiasmava desta forma por um livro.
Encontrei Brooklyn, do irlandês Colm Tóibín, na estante de novidades da Biblioteca da FLUL e, agarradinha das capas que sou, não poderia ter deixado de ficar maravilhada por esta, tão pouco sugestiva, mas indescritivelmente cativante, de cores vivas e capa ainda imaculada.
O enredo primário não é complexo. Tal como contado na sinopse, esta é a história duma rapariga irlandesa que emigra para Brooklyn, nos Estados Unidos. Lá, consegue um emprego e até frequenta a universidade à noite. Entretanto, conhece um rapaz por quem se apaixona, ou pensa apaixonar. Assim é a sua vida durante quase dois anos, até que acontecem coisas interessantes que não revelarei aqui, mas que não deixam de ser mais ou menos previsíveis do ponto de vista narrativo dos romances.
No entanto, o que me fez adorar este livro não foi necessariamente o seu enredo; foi a maneira de contar, a tão badalada fluidez, as deixas que nunca param de nos dar razão para continuar a leitura por mais uma página, mais um capítulo, o facto de a vida do dia-a-dia estar sempre à acomtecer, de o tempo resvalar a cada canto sem nos apercebermos de que, de repente, já se passaram vários meses desde a última vez em que tínhamos pensado nisso.
Não é maravilhoso lermos trezentas páginas sem nos darmos conta disso? Não é reconfortante sentirmo-nos perdidos no meio da história, como se também lá estivéssemos do lado dos protagonistas a ver a sua própria vida passar? De nos dar aquela vontade de bater neles de vez em quando, quando não concordamos com as suas decisões, ou de chorar as suas mágoas?

Pronto, acho que já disse tudo, mas o finalzinho chocou-me muito - e mais não digo!

 

5 estrelas.

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