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Últimas leituras - "In Cold Blood"

por BeatrizCM, em 06.02.15

Adorei In Cold Blood. Foi o professor do curso que fiz recentemente no Cenjor, acerca de Textos de Não Ficção, que mo recomendou, por ser considerado o livro que fundou o jornalismo narrativo. E porque Truman Capote (que, vim a descobrir, também é o autor de Breakfast at Tiffany's) era um génio da escrita. Seja como for, depois da provocação que o professor me fez, por ainda não conhecer tal obra, não resisti. Comecei a lê-la nesse mesmo dia, depois de a ter requisitado na biblioteca da faculdade. Coincidiu até com o meu objectivo anual de diversificar os meus hábitos de leitura, experimentando mais géneros literários que, caso não fizesse um esforço inicial, não consideraria ler - neste caso, In Cold Blood constitui um relato de um crime hediondo de uma família inteira.

 

Uma vez que o exemplar que requisitei já nem tinha capa exterior com título, acabei por não lhe tirar uma fotografia, como já é costume. Seja como for, isso é o menos importante, e segue-se a crítica que costumo deixar no Goodreads. Atribui 5 estrelas a esta leitura.

Em primeiro lugar, este foi um dos melhores livros que já li, tendo em conta a qualidade narrativa, a pertinência da abordagem do autor ao tema e também à exploração detalhada de cada personagem, factores decisivos para a riqueza deste relato ao caso de um dos homicídios colectivos mais falados nas décadas de 1950 e 1960.
Ainda que um pouco influenciada pela opinião alheia, de professores e colegas, uma vez que In Cold Blood é considerado o primeiro grande livro de não-ficção/jornalismo literário, penso que, no fina, acabei por descobrir sozinha tudo o que faz dele uma narrativa detalhada e profunda, até tendo em conta as extensas descrições, depoimentos e momentos de introspecção recriados.
Capote revela grande mestria em equilibrar o estilo jornalístico, factual, com o recurso a técnicas da escrita de ficção - analepse, prolepse, diálogos. Há, de facto, uma utilização exemplar dos mesmos.
Apesar de o género policial na literatura não ser o meu favorito, dei por mim a devorar páginas atrás de páginas para descobrir o que se passara ao certo com os Clutter ou Dick e Perry. Neste aspecto, principalmente para quem não investigou o caso ou procurou informação sobre ele anteriormente, as técnicas de escrita de ficção de Capote quase nos levam a imaginar o enredo como se ele não tivesse acontecido na realidade (no bom sentido, uma boa conquista, digo eu).
Em último lugar, mas não menos importante, o elemento de coesão, organização e estrutura da narrativa é igualmente um dos aspectos mais fortes a realçar. Com tanta informação disponível para ser tratada, poderia haver um risco de desleixo; felizmente, não foi o caso.
Óptima reflexão entre o Bem e o Mal!

 

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Qual a melhor Fnac de Lisboa?

por BeatrizCM, em 04.02.15

Nada conforta mais os amantes de livros do que uma livraria arrumada, organizada e acolhedora, à mão de semear. Quanto a mim, acho a maioria das livrarias Bertrand demasiado exposta, ou pequena, ou incompleta. Por isso, além da livraria do El Corte Inglés (cujo comentário deixo para outra ocasião), restam-me as diversas lojas Fnac no centro de Lisboa. E é sobre elas que pretendo escrever agora.

Se me perguntarem qual é, para mim, a melhor Fnac de Lisboa, pelo menos no centro, digo que é a Fnac do Colombo. Pode não ser a maior (cheira-me que as do C. C. Vasco da Gama ou dos Armazéns do Chiado é que são), mas é aquela onde o espaço se encontra melhor aproveitado. Não há falta de corredores para circular à vontade, sem tropeçar em nada, a loja é ampla e as secções estão bem organizadas, com lógica e aprumo, sem grandes desperdícios, contudo mantendo-as actualizadas e com uma selecção sensata de produtos, sejam eles de música (comprova o Ricardo) ou de livros (digo eu). No que toca a produtos informáticos e de tecnologia, apesar de muitos serem mais caros do que nas lojas Worten ou Box do Jumbo, é costume encontrar-se marcas diferentes, existindo maior variedade. Não há mais, também não há a menos. Ah, e já agora, deve ser a única loja Fnac onde costumam ter, sempre que lá vou, o Jornal de Letras.

Também considero a Fnac do Colombo como a melhor Fnac de Lisboa porque é a que tem sempre melhores promoções. Principalmente durante os meses de Janeiro, encontra-se bastantes boas oportunidades de 1€ a 10€, depois de reduções significativas do preço original.

Quanto ao atendimento, a Fnac do Colombo tem, provavelmente, os empregados mais simpáticos e despachados a atender. Até há bastante gente nova por lá, o que é capaz de também tornar o atendimento mais agradável, sem se tornar enfadonho. Em suma, talvez a falta de experiências anteriores mantenha esses jovens menos desmotivados e aborrecidos com o seu trabalho. Esperemos que continuem a ser uns bacanos pela vida fora!

E quanto a vocês, qual é a vossa loja Fnac preferida?

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Os primeiros livros que li totalmente em inglês foram os Diários da Princesa. Do 1º ao 10º, passando por aqueles mini-livros do género The Princess Diaries VII and a Half (não publicados em Portugal), saquei-os todos na Internet (sim, eu faço pirataria de livros há meia década) e estreei-me a ler PDFs. Foi a única vez na minha vida em que li resmas de páginas no computador (tudo somado, para cima de 2500, de certeza), mas The Princess Diaries proporcionaram-me um Verão excelente aos 14 anos. 

Por isso, como já referi, é sempre com muito gosto que apanho algum diário, seja ele qual for, em promoção. Aconteceu apanhar o The Princess Diaries VI - Sixsational há uns dias e fiquei derreada de feliz. Li-o desirmanado dos outros, mas quero lá saber - valeu a pena!

 

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Como sempre, esta foi a crítica que deixei no Goodreads ao The Princess Diaries VI:

Li toda a colecção de The Princess Diaries há imensos anos, em formato digital, mas de vez em quando regresso lá. No entanto, depois de adquirir o volume Sixsational numa promoção, nunca pensei emocionar-me tanto ao relê-lo. Não se tratou daquela emoção que me fez chorar baba e ranho, mas sim aquele que me deixou em modo de introspecção, a pensar em como tanta coisa mudou na minha vida (graças ao crescimento, obviamente), enquanto os Diários da Princesa serão eternos e representarão sempre uma parte dela. A princesa Mia continuará sempre na sua vida muito atarefada e dramática de adolescente/jovem adulta, e continuará a fazer indefinida e intemporalmente as delícias de quem a conheceu noutros tempos e a revisita com muito carinho.
Acho que sempre irei reler e relembrar as dúvidas, a ansiedade, os problemas, as loucuras, as futilidades e, por vezes, as imaturidades de Amelia Thermopolis Renaldo com grande agrado, divertimento e, de vez em quando, vontade de lhe dar uma chapada a ver se ela acorda.

Agora a sério: oh Mia, tanto drama só por causa de "Doing It" com o teu namorado super inteligente e - imagino eu - podre de giro? Eh pá, se eu já não soubesse que vocês irão sobreviver a todas as vossas crises, até ficaria super chateada.

 

(Já agora, From the Notebooks of a Middle School Princess será lançado em Maio e Royal Wedding: A Princess Diaries Novel será lançado em Junho!)

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Uma vida em livros

por BeatrizCM, em 05.01.15

Comecei a ler porque aprendi a gostar de livros desde que era uma criatura minúscula sentada num bacio e tinha uma data de livros daqueles que se abrem e têm figuras em relevo que saltam para fora das páginas, com as histórias infantis que a Disney e Hollywood continuam a insistir em adaptar para o cinema (Cinderela, O Gato das Botas, Capuchinho Vermelho, etc etc). Aliás, desde o berço que não me lembro de alguma vez ter passado sem livros, mesmo quando ainda nem sabia ler, ou pior, falar. E, caso eu me esqueça que a minha adoração por livros vem desde as fraldas, há fotografias e pessoas que já eram seres conscientes nessa altura que comprovam que eu sempre gostei deles.
Durante a primária, até depois de aprender a ler, chegava a obrigar os meus pais a comprarem-me livros que eu acabava por não ler, simplesmente porque EU SEMPRE GOSTEI DE LIVROS (já tinha referido?). Só o facto de os ter já me deixava satisfeita e ainda tenho montes de bandas desenhadas do Astérix, do Lucky Luke, dos Marsupiais e do Tintin por ler (para aí 75℅ deles). Infelizmente, também tinha imensos livros d'Os Cinco, mas fui bestialmente estúpida e dei-os já não me lembro a quem - tenho saudades.
Quanto aos calhamaços, devo ter acordado para eles por volta daquela Feira do Livro a que fui, talvez aos 10 ou 11 anos (uma de tantas), quando a minha avó disse que eu podia escolher um livro qualquer para levar e eu escolhi aleatoriamente o Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Comecei a lê-lo, tomei o vício e não descansei durante os dois ou três anos seguintes, enquanto não tive a colecção completa, incluindo o sexto e o sétimo volume que ainda nem tinham saído na altura.
Depois do Harry Potter, e pelo meio do Clube das Amigas e os livros do Artur e os Minimeus, vieram os The Princess Diaries, que, mais uma vez, coincidentemente, comecei pelo terceiro volume. Como comprar a colecção toda seria muito caro, descobri o mundo da pirataria online e saquei os volumes que me faltavam... em Inglês. E foi assim que comecei a ler na minha primeira língua estrangeira.
Pouco depois, deu-se início à febre Twilight e grande parte das aulas do meu 9°ano são uma amálgama de lembranças cheias de nevoeiro, memórias distantes, porque eu as passava quase todas em Forks, a tentar descobrir quando é que o Edward e Bella iam finalmente "para a cama". Ainda por cima, eu era a pioneira da turma a desbravar os livros do Crepúsculo, graças a uma colega que me emprestava os livros, pelo que a minha leitura representava os interesses de toda essa turma, maioritariamente constituída por meninas adolescentes a rebentar de hormonas. Ironia das ironias, o último volume foi lançado nas últimas semanas de aulas e só nele é que os ditos cujos foram "para a cama". Nunca consegui avisar as minhas colegas a tempo. Devo sublinhar que ler durante as aulas não me prejudicou em nada, porque acabei o 3° ciclo com 5 a tudo, excepto um 4 a Educação Física.
Aqui pelo meio impõe-se um interregno, pois eu própria quis começar a descobrir se podia fazer da minha vida um romance da Nora Roberts (foi uma época deprimente, pois foi). Correu mal e quase se ia tornando um romance da Jodi Picoult ou do Nicholas Sparks.
A seguir a essa fase, descobri a biblioteca da Junta de Freguesia e da escola secundária e, dentro delas, os romances de faca e alguidar, nomeadamente aqueles que deram origem a comédias e dramas românticos que foram sucessos de bilheteira na década passada.
No entanto, os romances levezinhos foram dando lugar à vontade de experimentar outros géneros, outros tipos de escrita e outros autores. Lá para o final do secundário, iniciei-me nos "autores sérios", principalmente José Saramago e Haruki Murakami, a quem devo a árdua tarefa de me abrirem os olhos para o mundo que ainda tinha e ainda tenho por explorar na cena literária.
Depois, entrei na faculdade, fui obrigada a sair da zona de conforto da ficção e a entrar no ensaio e no comentário. Comecei a ler livros de filosofia e de cultura, de história e linguística. Adaptei-me surpreendentemente bem.
Neste momento, ando a vaguear por aí, sem rumo bem definido. Só sei que continuo a ler todos os estilos e géneros de livro que enumerei, mesmo aqueles que me enchiam as medidas quando era um mero saco de sentimentos exultantes e pululantes, ansiando aventuras que me roubassem o coração e me arrebatassem a alma... Sou é mais picuinhas.
E nunca deixei de gostar de capas bonitas!

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Em 2015, Mark Zuckerberg vai...

por BeatrizCM, em 03.01.15

Fonte: The Reading Room

 

AH, adoro saber que o amor aos livros e a tudo o que de bom eles trazem para a nossa vida se vai espalhando e tornando viral. A mensagem vai chegando a cada vez mais pessoas, conquistando cada vez mais "território", qual evangelização literária, e até grandes personalidades como Mark Zuckerberg (criador do Facebook, para os mais desatentos) já se propõem a desafios literários para 2015. Diga-se de passagem que os desafios que lhe propuseram também me caíram no goto e vou pensar em seguir um pouquinho essas ideias.

O que interessa é desmistificar a ideia de que ler é uma seca e, se indivíduos com relevância para o público derem o exemplo, pode ser que a nova geração (a minha e as que se seguem) - mais ligada à Internet, ao formato digital e à cultura de digestão rápida - se volte a entusiasmar com o tradicional bloco de papel, que é tanto mais do que isso.

Já agora, não se esqueçam de visitar a página que o Mark criou, A Year of Books. Já a fui espreitar e promete criar o bichinho dos livros em muita gente - até já foi lá deixada a crítica ao primeiro livro do ano!

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Últimas leituras - Bro Code

por BeatrizCM, em 26.12.14

Pela altura em que estiverem a ler isto, já o Natal terá passado. Felizmente, espero eu! Não pude publicar esta review antes porque seria demasiado suspeito. Afinal, esta foi a minha prenda de Natal para o Ricardo e, se ele tivesse reparado por aqui que eu tinha lido o Bro Code, a surpresa acabaria aí com certeza. Ele é muito perspicaz e um fã acérrimo dos meus blogues (por isso é que teve direito a uma prenda tão engraçada) e provavelmente iria logo perguntar como raio tinha eu arranjado um Bro Code, que ele se calhar nem sabia que isso existia, quereria saber se se encontrava na Internet... Mas não, o dele veio do Book Depository.

 

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E pronto, o Bro Code é bestial. Lê-se para aí em duas horas, é uma prenda engraçada para oferecer aos companheiros e amigos deste mundo e, mais importante do que tudo, aponta uma estatística a dizer que as hottest chicks são as half asian chicks. Dah, óbvio.

Agora a sério, esta foi a minha opinião acerca do Bro Code no Goodreads.

Melhor é impossível. Concretiza aquilo a que se propõe - uma lista de regras a cumprir numa relação entre "bros" (companheiros, amigos). Tem talvez algumas referências intrinsecamente norte-americanas, mas é fácil imaginar exemplos na nossa própria cultura.
É uma leitura ainda mais engraçada de estivermos familiarizados com a série "How I Met Your Mother" e a personagem Barney Stinson. Levamos cerca de 1h30, 2h a ler todo o livro.
Os acabamentos gráficos são excelentes, com a capa trabalhada, em relevo e com a fotografia do Barney a sobressair noutro tipo de material, e com a impressão das páginas (já agora, em papel reciclado) a imitar um manuscrito. 

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Livros para ler em 2015

por BeatrizCM, em 24.12.14

Normalmente, quando fazemos listas destas, sugerimos sempre livros que ainda não tenhamos adquirido, que nos chamam a atenção nas prateleiras das livrarias e dos supermercados, que muitas vezes só o fazem simplesmente porque (ainda) não os temos.

No entanto, na minha lista de livros para ler em 2015, destaco somente para aí 1/4 da minha biblioteca pessoal, que não tive oportunidade de ler até ao momento. Dado que uma das minhas resoluções literárias para 2015 é parar de comprar tantos livros, sem ter lido os que tenho em casa, penso que faz todo o sentido promover uma leitura mais económica, financeiramente falando (e, se me apetecer muito qualquer coisa diferente, vou à biblioteca e acabou-se a conversa). Afinal, o que há a esperar de uma Leitora Hiperactiva Anónima (LHA), também um pouco Compradora de Livros Inquieta (CLI, um novo termo a reter para futuras referências neste blogue)? As pessoas têm de se adaptar às situações, não é verdade?

 

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Deste modo, fiz o montinho de livros que a fotografia de cima mostra, alguns dos quais já foram aparecendo por aqui nos últimos tempos. Até lhes vou dedicar uma secção especial na estante, para mais depressa os alcançar quando chegar a altura certa (ou seja, quando tiver um pedacinho de tempo livre de estudos ou trabalho). Ainda há outros tantos a serem lidos, mas achei que este seria um montinho realista, de "apenas" 16 livros - representando 4 línguas e muitos géneros literários, desde a autobiografia até à ficção mirabolante, passando pela crónica histórica e pelo romance de faca e alguidar -  que constituem um objectivo congruente com a minha disponibilidade e personalidade.

 

Finalmente, também vos desafio a fazerem um montinho com livros para ler em 2015, mas que já façam parte da vossa biblioteca pessoal, e a partilhá-lo com a blogosfera, tal como eu fiz. O que acham da ideia? =)

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Acabei de ler o livro "Galveias", de José Luís Peixoto! Já foi na terça-feira, mas só agora tive tempo de vir aqui deixar a minha crítica no Goodreads. Tem algumas repetições porque a escrevi logo duma ponta à outra, pouco depois de acabar a leitura. Não me alongo mais e aqui está ela:

 

Sempre que leio uma obra de JLP, fico a pensar no verdadeiro significado das suas palavras - não o literal, mas sim o metafórico, que sinto que deveria conseguir subentender de palavras tão simples, com raciocínios escondidos tão complexos. "Galveias" não foi excepção e deixou-me suspensa em reticências até, talvez, uma próxima leitura, mais esclarecedora. (Afinal, que cheiro a enxofre era aquele? Caiu mesmo um meteorito no campo?)
Esta é a história de uma Galveias ficcionada, suponho, ainda que inspirada nas suas personagens e espaços reais. Um dos aspectos que mais adoro nos romances de JLP é, sem dúvida, o regresso à ruralidade, às origens do autor e, por empréstimo, também um pouco minhas e de qualquer leitor que o deseje.
As paisagens literárias de JLP são sempre calmas, mas só de aparência. Psicologicamente, há sempre uma acção permanente, um enredo bastante rico em movimento e pensamento. Em "Galveias", uma aldeia em Portalegre, há pessoas que não param um segundo. Quem diria que haveria tanta agitação?
Cada capítulo é, mais do que isso, um conto - um relato acerca da vida de alguém. Há segredos, mágoas, sonhos, heranças materiais e imateriais de família... Em suma, tudo aquilo que é imprescindível a uma boa história colectiva.
E esta é uma história com um final nem feliz, nem triste. Tem somente um final pacífico, pois o mundo continua a girar, tal como Galveias no seu sítio. É igualmente um final metafórico, que me deixou em estado de hesitação e de meditação.

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"Galveias" também já chegou

por BeatrizCM, em 14.10.14

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A encomenda foi expedida dia 10, sexta-feira, dia oficial de lançamento, por volta da 1h da manhã. Esperava-a há mais de duas semanas, queria ser das primeiras a pegar-lhe e lê-lo. Chegou menos de sete horas depois à Margem Sul, às 10h45 estava na minha casa. A minha avó não estava, seguiu de volta para o posto municipal dos CTT. Fiquei desconsolada e ela também, por achar que me desiludia.

Por isso, ontem, segunda-feira, mal o posto local abriu, lá fui eu, toda lufa-lufa para ir buscar o meu Galveias. Às 9h30 da manhã, ainda nem tinha chegado do posto municipal. Consegui-o antes das 10h. Abri o embrulho ainda no carro. O livro vinha com a capa lesada nalguns sítios, em frente e atrás. Fiquei triste, ainda pensei em ir ao Colombo trocá-lo, mas desisti. Imaginei a cara de quem me atenderia, a queixar-me da "porcaria" do livro com um ou dois probleminhas microscópicos na capa. Esqueci o assunto. Dificilmente alguém me entenderia e à minha fixação dos livros imaculados. Nem sequer era culpa do envelope almofadado, parecia apenas ter sido mal tratado por falta de cuidado no armazém.

Corri para casa, ou quis que o carro corresse. Li as primeiras páginas, mas adormeci com dores de cabeça. Depois de acordar, antes de almoço, estava melhor. Só parei de ler para comer e descansar uns minutos. Despachei mais de metade do livro em menos de dozes horas.

Hoje continuo a lê-lo e, provavelmente, ainda hei-de o acabar antes de amanhã raiar. Só me faltam 40 páginas.

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Book Depository got it right!

por BeatrizCM, em 14.10.14

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Depois de três semanas à espera, o meu Beowulf chegou há cerca de uma. Chegou com um marcador fofinho, fofinho, fofinho. Veio em correio normal, não registado, mas em excelentes condições, dentro de um envelope almofadado, não se exigindo mais nada por ser um livro de bolso de duzentas páginas, leve, de papel reciclado e capa mole.

Custou-me 7,10€ e não paguei portes. Não fosse a demora, diria que o serviço é cinco estrelas.

 

Para quem não sabe, o Beowulf é um poema épico de origem anglo-saxónica. Irei estudar a obra no âmbito de Cultura Medieval, mas também foi mencionada em Ficção Científica e Fantasia de Expressão Inglesa. Autores como Tolkien e J. R. R. Martin inspiraram-se nele para as suas sagas.

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