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No início do ano lectivo, durante a transição entre as férias e o trabalho árduo, uma leitura levezinha e curta cai que nem um cachecol em dias de vento: é necessária. Assim o fiz! Já tinha este livro há tanto tempo na estante que, coitadinho, já merecia uma atenção. Além disso, era um crime que eu nunca tivesse lido nada escrito por Gabriel García Márquez - mesmo depois de ler Ninguém Escreve ao Coronel, ainda sinto que preciso de ler alguma das suas grandes obras!

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Atribuí 4 estrelas a Ninguém Escreve ao Coronel e a minha crítica no Goodreads foi:

Surpreendi-me com este conto. Não sei se pela negativa, se pela positiva, mas não esperava que um galo se encontrasse no meio da trama, assumindo tamanha importância, tamanha centralidade (nota-se que não li nenhuma sinopse previamente).
Também me surpreendi com a simplicidade da escrita e criação de García Márquez: parágrafos curtos, diálogos q.b., poucas personagens, pouca evolução física, espacial e temporal. Nota-se apenas uma valorização do ambiente psicológico, por insistência na disposição dos protagonistas (fome, desespero, impaciência, frustração, impotência).
É de valorizar igualmente a contradição entre a presença do galo de combate, que se revela um factor de tensão, e o que o animal simboliza - boa sorte, esperança, segurança, No entanto, confirmam-se outros significados que são transversais à história, como a coragem.
Gostei bastante do final, sintético, mas impactante,também ele em sintonia com a simplicidade de todo o enredo.

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Últimas leituras - "The Casual Vacancy"

por BeatrizCM, em 08.08.15

Faz hoje exactamente um ano desde que regressei de Newcastle. Desse intercâmbio de duas semanas, resultaram 8 livros por 16,30£, o que não deve chegar nem a 20€ ), comprados não só em Newcastle, como também em Alnwick. Entretanto, vendi alguns, pois descobri que não simpatizava com eles quando os tentei ler. A maior parte, ainda não tive oportunidade de ler. No entanto, já li os dois livros comprados por 3£ cada, numa loja de caridade em Newcastle - Malala e, agora, The Casual Vacancy.

 

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O que me atraiu neste livro, além do facto de ser escrito pela J. K. Rowling (autora da saga Harry Potter), foi a capa. O amarelo e o vermelho predominam no design minimalista, mas chamativo. Adoro. E adoro a encadernação, a sobrecapa, o cheiro e o peso e a textura das páginas.

E adorei a história que tão magnificente cobertura encerra.

 

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Atenção: a tradução portuguesa do livro, o título é Morte Súbita, mas o significado do título original The Casual Vacancy é qualquer coisa como O Lugar Vago Casual no jargão da administração local, como é explicado antes do início da história. 

 

Finalmente, deixo-vos com a minha review ao The Casual Vacancy no Goodreads

Até agora, este é um dos meus livros favoritos, de entre os que já li em 2015.
Não comecei a ler "The Casual Vacancy" com expectativas muito elevadas, uma vez que muitas das crìticas de outros leitores eram negativas e porque não me queria (des)iludir. Afinal, a J. K. Rowling é conhecida por escrever livros para um público infantil e juvenil, não para um público adulto.
No entanto, acho que desde o primeiro dia que me surpreendi. Não deixei de ser cautelosa com as primeiras impressões, cuja qualidade poderia não se prolongar, mas, quanto mais o final se aproximava, mais a história dos habitantes de Pagford se tornava empolgante. Falo por mim - notei que havia uma espécie de gradação no que toca à intensidade no desenrolar dos acontecimentos, quase como num filme, e que me ia tornando cada vez mais íntima em relação às personagens - primeiro, obtemos uma descrição muito geral de quem são, mas vamos percebendo cada vez mais a sua verdadeira identidade e os seus segredos ao longo dos capítulos.
Não é suposto este livro ser um thriller ou um policial. Desde o início que sabemos como morreu Barry Fairbrother, quem usa a sua identidade indevidamente, quem lhe queria mal e quem lhe queria bem. Na verdade, a existência desta personagem breve constitui apenas um pretexto para contar as histórias de todos os seus conterrâneos.
Surpreendi-me com a linguagem nua e crua (li a edição original, em inglês), com a construção detalhada da vida de cada habitante de Pagford e com a capacidade de J. K. Rowling para escrever um livro fora do seu registo habitual, depois de tantos anos dedicados a Harry Potter.
Sei que é precisa alguma perseverança para ler um livro tão longo sem perder o impulso e a motivação na sua leitura, mas o meu truque foi não deixar de pegar no livro um dia que fosse, mesmo que só acabasse por ler algumas páginas.

 

 

Boas leituras!

 

 

 

 

 

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Últimas leituras - "How To Be Idle"

por BeatrizCM, em 24.07.15

Chegou o dia em que posso dizer que li um livro recomendado pelo meu namorado. Sei que parece uma tolice, mas adoro a ideia de podermos partilhar os dois um interesse, como é o caso dos livros (que é o meu maior interesse, e um dia espero também podermos partilhar o interesse pela música, que é o maior interesse dele). How To Be Idle (tradução aproximada: Como Ser Ocioso) de seu nome, de origem britânica, assinado por Tom Hodgkinson (o meu novo ídolo no mundo dos trabalhadores freelancers), desafia muitos dos dogmas da nossa sociedade. Demorei a lê-lo (de Fevereiro a Julho, salvo erro), mas valeu a pena deixar algumas ideias a marinar durante estes meses, antes de avançar mais na leitura!

 

Já agora, uma vez que os livros do Book Depository demoram quase um mês a chegar, decidi ler este How To Be Idle em formato e-book, por ser mais prático e rápido de obter. O ficheiro PDF é facilmente encontrado através dos motores de busca, por isso façam-se ao bife! Em breve, escreverei qualquer coisa sobre a leitura de e-books - hoje não é o dia, mas prometo que fica para os próximos dias.

 

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 Crítica no Goodreads a How To Be Idle, do ocioso Tom Hodgkinson (a que atribuí 4 estrelas):

Quando o meu namorado me recomendou How To Be Idle, julguei que este seria "mais um livro" constituído por meia dúzia de teorias parvas anti-capitalistas, uns quantos bitaites a elogiarem o ócio e a preguiça.
No entanto, logo a partir das primeiras páginas, percebi que me havia enganado. How To Be Idle é, principalmente, um livro que nos apresenta teorias fora da caixa e que nos obriga a pensar sobre a economia e história mundial e sobre a história da economia - não só apresentando a opinião do seu próprio autor, como também de muitos outros, desde filósofos da Grécia antiga, até filósofos contemporâneos, passando pelos medievais e pelos iluministas.
Será que o mercado de trabalho sempre se estruturou do modo que conhecemos? Que hábitos de lazer adoptaram os indivíduos ao longo dos tempos? Que outras formas de equilibrar trabalho/emprego com o ócio é que existem? E qual a diferença entre trabalhar e ter um emprego? Estas são algumas questões que, surpreendentemente, vi respondidas.
Outra característica surpreendente deste livro é a sua sustentação teórica muito sólida. Não são deixadas pontas ao acaso. Os argumentos são todos muito fortes e nota-se que o autor, Tom Hodgkinson, é um homem culto e que leu imenso para poder escrever How To Be Idle.
A única razão que encontro para atribuir 4 estrelas em vez de 5 a este livro é tê-lo achado demasiado extenso e extensivo nalguns capítulos que, me pareceu, caíram na redundância e no exagero de citações de outros autores - mas trata-se apenas de uma preferência pessoal pelo que é sucinto e directo

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Últimas leituras - "O Filho de Mil Homens"

por BeatrizCM, em 17.07.15

Alguns dias depois de terminar a leitura deste livro que vos apresento já de seguida, surgiu-me este pensamento: que melhor história do que esta, para nos levar a concluir que, inevitavelmente, todos nós somos constituídos pelos outros também? Que todos temos um bocadinho... de todos?

Estou a falar d'O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe. Que bela surpresa, que enredo magnífico, que contador de histórias maravilhoso!

 

Sem mais a acrescentar, esta foi a minha opinião sobre O Filho de Mil Homens, deixada no Goodreads:

Foi o primeiro livro que li de Valter Hugo Mãe.
Não estava à espera de uma história com tanto significado, que em tanto se assemelha à sociedade portuguesa actual. A homossexualidade, a adopção, o adiamento de ter filhos, a efemeridade das relações - todos estes são temas que o autor vai abordando, permitindo ao leitor uma oportunidade de reflexão. Afinal, reflectimos melhor quando existe um certo distanciamento pessoal e social acerca dos assuntos.
As personagens não me pareceram escolhidas ao acaso. Talvez o enredo tenha sido tecido sem um rumo pré-definido, mas todas as peças encaixaram no final, todas as peças que compõem o emaranhado de histórias que Valter Hugo Mãe escreveu.
O cenário sem tempo e sem sítio, apenas com alguma descrição física (uma vila, alguns montes e uma praia) e dos seus habitantes, é uma das características de O Filho de Mil Homens que foi conseguida de melhor forma.

Em geral, curiosamente, achei a escrita de Valter Hugo Mãe muito semelhante à de José Luís Peixoto - até as personagens e o espaço criados me pareceram semelhantes.

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Últimas leituras - "A Ideia de Europa"

por BeatrizCM, em 03.04.15

O livro que vos apresento já de seguida é pequeno, leve, fácil de ler e invulgar. É uma espécie de tratado acerca da cultura europeia. Esse livro é A Ideia de Europa, de George Steiner - uma excelente leitura para todos aqueles que têm uma hora livre que pretendem que seja produtiva, quer estudem Letras, quer não.

Requisitei este volume na Biblioteca da FLUL.

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A minha crítica no Goodreads ao livro A Ideia de Europa, de George Steiner, a que atribuí 5 estrelas:

Li este livro devido à recomendação de uma professora da faculdade e ainda bem que o fiz. Apenas em 25 páginas (as primeiras 30 são constituídas pelo prefácio e por outra espécie de introdução escrita por Rob Riemen), Steiner adianta cinco aspectos que tornam a Europa um todo-num-só, uma unidade cultural. Não vou revelar aqui esses cinco aspectos, mas devo dizer que nunca tinha pensado no quão inéditos são neste continente, enquanto noutros não se verifica a existência de tais fenómenos culturais.
Tal como outros leitores já afirmaram [aqui no Goodreads], Steiner também parece defender uma ideia utópica acerca do futuro da Europa. Sou da opinião de que toma uma posição demasiado optimista e unificadora, por não serem considerados aspectos do foro político a par dos culturais.
Seja como for, A Ideia de Europa é um óptimo ensaio, um ponto de partida para a reflexão e consciencialização acerca de alguns pilares fundacionais da Europa enquanto comunidade, enquanto União Europeia.

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Últimas leituras - "Bilhete de Identidade"

por BeatrizCM, em 08.02.15

Bilhete de Identidade - memórias de 1943 a 1976, de Maria Filomena Mónica. Mais um livro recomendado pelo professor no curso do Cenjor que já mencionei - neste caso, dentro da categoria "autobiografia".

O que mais me interessou na descrição que me fizeram foi o facto de ser a história dos primeiros 33 anos de vida duma mulher - Maria Filomena Mónica, actualmente investigadora-coordenadora do Instituto de Ciências Sociais - e, igualmente,  da maneira como todas as mulheres eram encaradas no tempo da ditadura, até 1975. Bem dito, bem feito. Abriu-me ainda mais para essa realidade muito anterior ao meu nascimento e de que, regra geral, só ouvira falar nas aulas de História ou graças aos relatos da minha avó. Curiosamente, ela e Maria Filomena Mónica só têm uma diferença de dois anos de idade, o que contribuiu em grande parte para que eu me interessasse tanto pelos relatos de epsiódios na Lisboa e na sociedade de antigamente que a autora partilha connosco.

Além disso, foi impossível não me impressionar com a sua garra e identificar-me com as suas tolices de jovem mulher.

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No entanto, passemos aos aspectos mais literários da "coisa", com a crítica que deixei no Goodreads ao livro Bilhete de Identidade, de Maria Filomena Mónica.

Penso que esta terá sido a segunda autobiografia que alguma vez li e decidi fazê lo por a autora ter vivido numa fase de transição política e cultural em Portugal. Assim, graças aos relatos das suas experiências pessoais, é permitido aos leitores recuarem algumas décadas no tempo e perceberem, com toda a exatidão que uma visão individual permite, como se organizava a sociedade portuguesa antes do 25 de Abril de 1974 e até um pouco depois. Para quem, como eu, nasceu muito depois dessa data, este conjunto de memórias de Maria Filomena Mónica vem trazer alguma cor e textura àquilo que nos tentam ensinar ns aulas de História.
Outro aspecto que me faz adorar este livro é a própria personalidade da sua autora. Maria Filomena Mónica lutou toda a sua vida contra o estereótipo imposto acerca da mulher, insurgindo-se contra os tabús, as convenções (mulher enquanto mão e dona de casa) e o poder masculino numa sociedade patriarcal. Admiro a sua sede de experiências e de conhecimento, a sua persistência e coragem. Nalguns aspectos, faz-me lembrar a minha avó, na tentativa permanente de se emancipar do controlo alheio e de ser dona de si mesma, em particular.
O relato destes 30 anos de memórias pode parecer frio, distante e até arrogante. No entanto, é a ausência de floreados que deve ser louvada. A vida e como é e Maria Filomena Mónica conta a sua sem papas na língua. Fiquei com vontade de conhecer o resto da sua história, do seu "Bilhete de Identidade".

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"O problema não és tu, sou eu" deve ser uma das frases mais odiadas de sempre em português, provavelmente a seguir de "isto não é o que parece". Nem sei se também será utilizada noutras línguas (the problem is not you, it's me? le problème n'est pas tu, c'est moi?). Aposto que, se eu tivesse de acabar com alguém, essas seriam tal e qual as minhas palavras, a minha derradeira desculpa. Afinal, sou humana. E portuguesa.
Por isso, não é de admirar que O Problema Não És Tu, Sou Eu tenha sido o título escolhido pela Ana Garcia Martins, aka Pipoca Mais Doce, para o seu último livro lançado ontem à tarde.
Vou-vos contar a história de como o li: tinha a ideia de ir à apresentação, na Fnac dos Armazéns do Chiado, mas reservei  um par de horas antes para o poder ir ler, já que as minhas finanças pessoais andam pela rua da amargura (as always) e presentemente não me dá muito jeito andar a dar 15€ por um livro como se não fosse nada de importante. Afinal, acabei por ler todo o livro em duas horas, sentadinha no café da Fnac,  num dos bancos à janela, com luz lisboeta natural a iluminar-me a leitura. Depois de um dia cansativo, soube-me que nem ginjas!
Bem, mas passando à crítica do dito livro.


Já estou mais do que habituada à escrita descontraída da Pipoca, principalmente porque adoro as crónicas do blogue. É uma escrita que, não sendo o suprassumo da arte, faz bem à alma. Com o livro O Problema Não És Tu, Sou Eu, senti-me tal e qual assim, satisfeita e feliz. É uma leitura fácil, demora só um parzinho de horas, mas que par de horas é, muito anti-stressante. Decerto não merece um Nobel, mas não deixa de merecer o carinho dos leitores. E deixou-me com aquela sensação de que, se eu tivesse que escrever um livro, este estaria na lista dos candidatos - quem me dera ter sido eu!
Misturando um pouco de experiência pessoal com experiências alheias e uma pitada de lugares-comuns, a Ana Garcia Martins explora algumas questões do quotidiano das relações dos vinte em diante. No entanto, eu ainda não tenho vinte anos, tenho uma relação estáapvel e fofinha há dois e, por isso,  encarei os seus conselhos como óbvios, algo que já toda a gente devia saber pelo menos aos 25. No entanto, não me posso esquecer que há por aí boas pessoas que batem muito com a cabeça numa combinação de falta de sorte e de inabilidade para manter relações. Dito isto, essas pessoas deviam mesmo, mesmo, mesmo ler o livro da Pipoca/Ana e aprender umas quantas coisas, coisas que a própria Ana só tem aprendido de há uns anos para cá, já agora. Um bocadinho de educação emocional nunca fez mal a ninguém, ainda que plena de clichés e com um ou outro tema mais repetido, como neste livro.
De resto, a Ana sabe mesmo escrever, sabe onde pôr as vírgulas e só por causa disso já tem o meu respeito. A edição está fenomenal, não há gralhas na revisão, as ilustrações são engraçadas e pronto, vão ler O Problema Não És Tu, Sou Eu e ser felizes (ou aprender a sê-lo, em todo o caso)!!!

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Acabei de ler o livro "Galveias", de José Luís Peixoto! Já foi na terça-feira, mas só agora tive tempo de vir aqui deixar a minha crítica no Goodreads. Tem algumas repetições porque a escrevi logo duma ponta à outra, pouco depois de acabar a leitura. Não me alongo mais e aqui está ela:

 

Sempre que leio uma obra de JLP, fico a pensar no verdadeiro significado das suas palavras - não o literal, mas sim o metafórico, que sinto que deveria conseguir subentender de palavras tão simples, com raciocínios escondidos tão complexos. "Galveias" não foi excepção e deixou-me suspensa em reticências até, talvez, uma próxima leitura, mais esclarecedora. (Afinal, que cheiro a enxofre era aquele? Caiu mesmo um meteorito no campo?)
Esta é a história de uma Galveias ficcionada, suponho, ainda que inspirada nas suas personagens e espaços reais. Um dos aspectos que mais adoro nos romances de JLP é, sem dúvida, o regresso à ruralidade, às origens do autor e, por empréstimo, também um pouco minhas e de qualquer leitor que o deseje.
As paisagens literárias de JLP são sempre calmas, mas só de aparência. Psicologicamente, há sempre uma acção permanente, um enredo bastante rico em movimento e pensamento. Em "Galveias", uma aldeia em Portalegre, há pessoas que não param um segundo. Quem diria que haveria tanta agitação?
Cada capítulo é, mais do que isso, um conto - um relato acerca da vida de alguém. Há segredos, mágoas, sonhos, heranças materiais e imateriais de família... Em suma, tudo aquilo que é imprescindível a uma boa história colectiva.
E esta é uma história com um final nem feliz, nem triste. Tem somente um final pacífico, pois o mundo continua a girar, tal como Galveias no seu sítio. É igualmente um final metafórico, que me deixou em estado de hesitação e de meditação.

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"Galveias" também já chegou

por BeatrizCM, em 14.10.14

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A encomenda foi expedida dia 10, sexta-feira, dia oficial de lançamento, por volta da 1h da manhã. Esperava-a há mais de duas semanas, queria ser das primeiras a pegar-lhe e lê-lo. Chegou menos de sete horas depois à Margem Sul, às 10h45 estava na minha casa. A minha avó não estava, seguiu de volta para o posto municipal dos CTT. Fiquei desconsolada e ela também, por achar que me desiludia.

Por isso, ontem, segunda-feira, mal o posto local abriu, lá fui eu, toda lufa-lufa para ir buscar o meu Galveias. Às 9h30 da manhã, ainda nem tinha chegado do posto municipal. Consegui-o antes das 10h. Abri o embrulho ainda no carro. O livro vinha com a capa lesada nalguns sítios, em frente e atrás. Fiquei triste, ainda pensei em ir ao Colombo trocá-lo, mas desisti. Imaginei a cara de quem me atenderia, a queixar-me da "porcaria" do livro com um ou dois probleminhas microscópicos na capa. Esqueci o assunto. Dificilmente alguém me entenderia e à minha fixação dos livros imaculados. Nem sequer era culpa do envelope almofadado, parecia apenas ter sido mal tratado por falta de cuidado no armazém.

Corri para casa, ou quis que o carro corresse. Li as primeiras páginas, mas adormeci com dores de cabeça. Depois de acordar, antes de almoço, estava melhor. Só parei de ler para comer e descansar uns minutos. Despachei mais de metade do livro em menos de dozes horas.

Hoje continuo a lê-lo e, provavelmente, ainda hei-de o acabar antes de amanhã raiar. Só me faltam 40 páginas.

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Actualizações em "A Guerra dos Tronos"

por BeatrizCM, em 21.09.14

Há uns tempos, tinha-vos contado acerca de não ter resistido em encomendar os dois primeiros volumes da edição portuguesa d'A Guerra Dos Tronos, devido a uma promoção na montra online da editora Saída de Emergência. No entanto, em breve percebi, por imensos comentários no Facebook, que a tradução portuguesa não é a melhor e que, ainda por cima, cada livro original equivale a dois volumes portugueses - ou seja, estes dois livros que custariam 9,90€ são equivalentes ao primeiro livro em inglês que custa cerca de 8,90€ na Fnac.

Dito isto, acabei por cancelar a encomenda e, como não me convém estar agora a comprar outros livros - porque já me chega a quota parte da faculdade, principalmente nestas primeiras semanas de aulas -, tenho lido A Guerra dos Tronos no tablet, depois de descarregar o ficheiro do e-book... pirateado. Mas é por uma boa causa, porque estou a gostar bastante! São imeeeensas páginas, 1200 na versão digital, sendo que ainda vou 30%. Tão cedo também não o devo terminar. Talvez nas férias do Natal!

 

  

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