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Últimas leituras - Brooklyn

por BeatrizCM, em 01.05.16

 

Há mais de três meses que não me entusiasmava desta forma por um livro.
Encontrei Brooklyn, do irlandês Colm Tóibín, na estante de novidades da Biblioteca da FLUL e, agarradinha das capas que sou, não poderia ter deixado de ficar maravilhada por esta, tão pouco sugestiva, mas indescritivelmente cativante, de cores vivas e capa ainda imaculada.
O enredo primário não é complexo. Tal como contado na sinopse, esta é a história duma rapariga irlandesa que emigra para Brooklyn, nos Estados Unidos. Lá, consegue um emprego e até frequenta a universidade à noite. Entretanto, conhece um rapaz por quem se apaixona, ou pensa apaixonar. Assim é a sua vida durante quase dois anos, até que acontecem coisas interessantes que não revelarei aqui, mas que não deixam de ser mais ou menos previsíveis do ponto de vista narrativo dos romances.
No entanto, o que me fez adorar este livro não foi necessariamente o seu enredo; foi a maneira de contar, a tão badalada fluidez, as deixas que nunca param de nos dar razão para continuar a leitura por mais uma página, mais um capítulo, o facto de a vida do dia-a-dia estar sempre à acomtecer, de o tempo resvalar a cada canto sem nos apercebermos de que, de repente, já se passaram vários meses desde a última vez em que tínhamos pensado nisso.
Não é maravilhoso lermos trezentas páginas sem nos darmos conta disso? Não é reconfortante sentirmo-nos perdidos no meio da história, como se também lá estivéssemos do lado dos protagonistas a ver a sua própria vida passar? De nos dar aquela vontade de bater neles de vez em quando, quando não concordamos com as suas decisões, ou de chorar as suas mágoas?

Pronto, acho que já disse tudo, mas o finalzinho chocou-me muito - e mais não digo!

 

5 estrelas.

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"O problema não és tu, sou eu" deve ser uma das frases mais odiadas de sempre em português, provavelmente a seguir de "isto não é o que parece". Nem sei se também será utilizada noutras línguas (the problem is not you, it's me? le problème n'est pas tu, c'est moi?). Aposto que, se eu tivesse de acabar com alguém, essas seriam tal e qual as minhas palavras, a minha derradeira desculpa. Afinal, sou humana. E portuguesa.
Por isso, não é de admirar que O Problema Não És Tu, Sou Eu tenha sido o título escolhido pela Ana Garcia Martins, aka Pipoca Mais Doce, para o seu último livro lançado ontem à tarde.
Vou-vos contar a história de como o li: tinha a ideia de ir à apresentação, na Fnac dos Armazéns do Chiado, mas reservei  um par de horas antes para o poder ir ler, já que as minhas finanças pessoais andam pela rua da amargura (as always) e presentemente não me dá muito jeito andar a dar 15€ por um livro como se não fosse nada de importante. Afinal, acabei por ler todo o livro em duas horas, sentadinha no café da Fnac,  num dos bancos à janela, com luz lisboeta natural a iluminar-me a leitura. Depois de um dia cansativo, soube-me que nem ginjas!
Bem, mas passando à crítica do dito livro.


Já estou mais do que habituada à escrita descontraída da Pipoca, principalmente porque adoro as crónicas do blogue. É uma escrita que, não sendo o suprassumo da arte, faz bem à alma. Com o livro O Problema Não És Tu, Sou Eu, senti-me tal e qual assim, satisfeita e feliz. É uma leitura fácil, demora só um parzinho de horas, mas que par de horas é, muito anti-stressante. Decerto não merece um Nobel, mas não deixa de merecer o carinho dos leitores. E deixou-me com aquela sensação de que, se eu tivesse que escrever um livro, este estaria na lista dos candidatos - quem me dera ter sido eu!
Misturando um pouco de experiência pessoal com experiências alheias e uma pitada de lugares-comuns, a Ana Garcia Martins explora algumas questões do quotidiano das relações dos vinte em diante. No entanto, eu ainda não tenho vinte anos, tenho uma relação estáapvel e fofinha há dois e, por isso,  encarei os seus conselhos como óbvios, algo que já toda a gente devia saber pelo menos aos 25. No entanto, não me posso esquecer que há por aí boas pessoas que batem muito com a cabeça numa combinação de falta de sorte e de inabilidade para manter relações. Dito isto, essas pessoas deviam mesmo, mesmo, mesmo ler o livro da Pipoca/Ana e aprender umas quantas coisas, coisas que a própria Ana só tem aprendido de há uns anos para cá, já agora. Um bocadinho de educação emocional nunca fez mal a ninguém, ainda que plena de clichés e com um ou outro tema mais repetido, como neste livro.
De resto, a Ana sabe mesmo escrever, sabe onde pôr as vírgulas e só por causa disso já tem o meu respeito. A edição está fenomenal, não há gralhas na revisão, as ilustrações são engraçadas e pronto, vão ler O Problema Não És Tu, Sou Eu e ser felizes (ou aprender a sê-lo, em todo o caso)!!!

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8 livros por 16,30£

por BeatrizCM, em 15.08.14

 

Mais uns quantos, desta vez adquiridos entre Newcastle e Alnwick, em Inglaterra. Decidi escolher umas leituras mais leves, para variar um bocado e não me armar em "sou tão intelectual que não posso comprar um romance cor-de-rosa sem sentir remorsos pelo dinheiro que gastei nele". Também já andava de olho nalguns, cá em Portugal, mas lá são muuuuuuuuito mais baratos. Preços entre 0,50£ e 3£. Procura-se tempo de vida para os ler.

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Tenho mesmo muita pena que os livros do José Luís Peixoto sejam tão caros. Afinal, ele é, a par do Saramago, o meu escritor português favorito. Por isso, tenho lido a maior parte requisitando-os na biblioteca da faculdade, onde parece que ninguém lhes pega - estão intactos, sem dobras, sem marcas de manuseamento, nada! Este Uma Casa na Escuridão não foi excepção. Ainda cheirava a novo!

 

Em termos de género literário, constituiu uma novidade para mim. É tão negro, tão triste, tão sádico...! A personagem que narra a história está em constante sofrimento, todas as que a rodeiam também. Só se sente desalento e ansiedade, só se sente a prisão em cada palavra. É um livro que queremos terminar depressa, para nos livrarmos de tal teia de acontecimentos que só nos enterram em mais desespero. 

No entanto, não consegui deixar de gostar d'Uma Casa na Escuridão. É um livro muito bom, extremamente bem escrito. Nota-se que o JLP tenta diferenciar todos os contextos dos romances que escreve, que há uma grande entrega pessoal e intelectual a cada um, diferente da que aplicou no que escreveu primeiro. Este é uma espécie de história de terror que, lá está, tinha de vir a existir na obra de um autor como o JLP.

 

 

A minha crítica no Goodreads - 4 em 5 estrelas:

 

O registo deste livro não tem nada que ver com o dos outros livros que já li do JLP. Por um lado, houve partes de que gostei menos, mas "Uma Casa na Escuridão" ser radicalmente diferente de todos os outros romances do JLP veio ainda dar mais razões para ele ser um dos meus escritores favoritos, senão O Favorito.
Esta é uma história muito triste, melancólica e angustiante do início ao fim. Quando parece haver uma réstia de luz e esperança, é apenas ilusão que as palavras do JLP nos trazem. Este livro é como uma prisão de onde não queremos sair e, simultaneamente, de que nos queremos livrar o mais depressa possível. Por isso, fiquei indecisa entre as 3 e 4 estrelas. Finalmente, decidi-me pelas 4, porque é o género de história de que eu não gosto e as 3 estrelas nada teriam que ver com a qualidade da escrita ou do enredo - muito pelo contrário, são bestiais!
Aconselho "UCNE" a todos os leitores que pretendem sair da sua zona de conforto literário e tentar algo novo, um estilo alternativo de leitura. Experimentem!

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[Lembram-se daquela vez em que perdi a cabeça? Esta é a minha opinião acerca do primeiro livro que li desse lote. Já o tinha acabado há um tempo, mas só agora tive disponibilidade para opinar sobre ele.]

 

Aposto que a maioria das pessoas que adora livros também não se importaria nada de ter uma livraria - eu incluída. No entanto, nem sempre pensamos nas dificuldades que um negócio traz, seja ele qual for, quanto mais uma livraria, numa pequena localidade onde provavelmente os seus habitantes nem têm muito o hábito de ler ou de comprar livros em pequenas lojas, preferindo as grandes cadeias.

Estas foram algumas das conclusões a que chegou Wendy Welch, partilhadas em A Minha Pequena Livraria, um romance que eu interpretei mais como um conjunto de crónicas acerca do quotidiano da livraria "Tales of The Lonesome Pine" do que propriamente como uma história necessariamente contada por ordem cronológica. Através das palavras da autora, podemos (re)viver com ela a sua aventura com o marido, Jack Welch, em como fundaram uma livraria que tinha todas as condições para falhar mas que, aos poucos, se foi tornando um ponto de encontro, quase um centro cultural, indispensável na comunidade de Big Stone Gap, na Virgínia (EUA).

 

Esta foi a minha crítica no Goodreads:

Adorei a história da Wendy, de quem ela mesma me fez sentir próxima ao longo destas 275 páginas. É uma senhora cheia de humor&amor para oferecer a quem entra na sua livraria, seja fisicamente, seja através do livro que escreveu. Cada capítulo é uma espécie de crónica acerca de um determinado episódio que se passa na livraria Tales of The Lonesome Pine e com a comunidade que se criou em redor dela (desde a sua criação até à actualidade), dos seus eventos e dos seus fundadores - Wendy e o marido Jack. Eles mesmos admitem que imensas pessoas que lhes confessaram também querer ter uma livraria e que, apesar do enorme prazer que a TOLP lhes traz, envolve um enorme esforço pessoal, principalmente nos primeiros tempos.
Este é o livro indicado para quem adora livros e pretende reflectir acerca da sua comercialização do século XXI, incluindo do seu valor de mercado e, é claro, emocional.
A única falha que tenho a apontar é à tradução portuguesa, que apresenta alguns erros imperdoáveis.

 

E vocês, já leram este livro? Têm alguma sugestão semelhante que gostassem de partilhar?

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The Great Gatsby, ou O Grande Gatsby, foi um livro que li no final de 2013, se não me engano. Li a versão original, em Inglês, que o meu pai também leu, quando tinha mais ou menos a minha idade. A cópia dele encontra-se toda sublinhada, principalmente as palavras mais difíceis ou curiosas e engraçadas, o que tem a sua piada - ler um livro que já passou pelas mãos de outra pessoa que nos é próxima e que deixou a sua marca.

Adorei o contexto, as personagens, o enredo, tudo em The Great Gatsby. A escrita de Fitzgerald é muito sucinta, mas conseguimos perceber de imediato a aura da história e de cada momento narrado. Entramos na mente das personagens, principalmente da do narrador, Nick Carraway, sem grandes dificuldades. 

O tema do romance é complexo, tem muitas referêcias históricas, mas a leitura é simples. Além disso, é necessário estar-se atento aos significados implícitos e percebê-los através de um ponto de vista cultural. Este é um daqueles livros que tem de ser lido com cuidado e tempo, sem pressas, para que o possamos digerir convenientemente e, deste modo, aproveitarmos a experiência.

Fico sempre de pé atrás no que toca a adaptações cinematográficas, mas a última de The Great Gatsby, de 2013, vale a pena. Só por causa do seu desempenho como Gatsby, já deviam ter dado um Óscar ao Leonardo DiCaprio. O homem teve cá uma prestação...! Esteve muito perto de encarnar o protagonista que eu imaginava. Os outros autores também são de se lhe tirar o chapéu, a maioria super, super conhecidos do grande ecrã), mas a minha preferida foi a Carey Mulligan, que fez de Daisy. Quanto à banda sonora, não é nada aquela que se supunha (Jay Z e Alicia Keys nos Loucos Anos 20?), mas a escolha das músicas, interpretando o furor das festas, está muito bem conseguida.


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Perder a cabeça com livros é um prazer!

por BeatrizCM, em 16.04.14

Há muito tempo (talvez desde a FLL do ano passado) que não comprava livros novinhos ou que, pelo menos, não fossem para a faculdade e que não representassem um desfalque menos necessário na minha-já-super-desfalcada conta bancária. O que me valeu foi ter alguns vales da Fnac e da Bertrand e o desconto que me restou do livro que comprei no dia do Pai.

Então, lá fui eu à procura de pechinchas, se é que as há nas grandes cadeias de livrarias, onde é tudo uma questão de estar no sítio certo, à hora certa, em frente da prateleira certa. Pessoalmente, considero-me uma caça-promoções, por isso é raro escapar-me alguma por falta de atenção.

 

 

 

 

Aqui vai a lista dos livros, onde os comprei, por quanto e o que achei deles à primeira vista.

 

Bertrand:

  • The Idiot - Fyodor Dostoyevski - 5€ - uma pechincha para um clássico escrito por um autor tão conhecido do século XIX. Já tinha ouvido falar deste romance, mas as promessas da sinopse convenceram-me definitivamente: "The Idiot remains a provocative example of psychological realism". Ok. Eu gosto de psicologia e de realismo. Eu gosto de personagens esmiuçadas até ao miolo. Tive de o trazer. Nunca li nada de Dostoyevski, mas guardo altas expectativas quanto à sua obra.
  • The Middlesteins - Jami Attenberg - 8€ - esta aquisição é o resultado de uma capa apelativa (quem disser que não se sente atraído por capas engraçadas só se está a iludir), da minha adoração por edições de bolso ou, pelo menos, por livros mais pequenos (como podem confirmar na primeira imagem, apesar de não se perceber muito bem a escala) e da necessidade enorme que senti de esbanjar um pouco mais de dinheiro em literatura light norte-americana, porque de literatura "séria" já o meu cérebro anda fartinho. Há quem diga que é um livro bestial, há quem diga que não e eu espero não me desiludir. Guardei o talão para troca, só naquela...

 

Fnac:

  • Le Vieux Qui Ne Voulait Pas Fêter Son Anniversaire - Jonas Jonasson - 8,67€ - eu já quero ler este livro desde sabe-se lá quando. No entanto, fiquei indecisa se o havia de comprar em inglês ou em francês, porque em sueco (versão original) é que não o conseguiria fazer. O inglês é uma língua mais próxima das nórdicas, mas a versão francesa é mais barata e, além disso, eu tenho um exame de francês avançado em Setembro, por isso preciso de todos e quaisquer recursos para o praticar. E assim foi. Mal posso esperar por conferir se todo o zum-zum em redor do centenário que fugiu pela janela se justifica!
  • Crónicas do Sul - Luis Sepúlveda - 2€ (sim, sim, dois euros!) - já li dois livros deste escritor chileno e adorei. A literatura sul-americana é diferente de tudo o resto, não só pelo seu panorama cultural, mas também pelo tipo de escrita, de raciocínio... Este livro é um conjunto de crónicas acerca da realidade política do Chile, reflectindo as opiniões do autor, o que eu gosto de saber sempre. Aceder aos pensamentos de outra pessoa não tem preço, quanto mais de um escritor!
  • A Minha Pequena Livraria - Wendy Welch - 11,40€ (já com 20% de desconto duma campanha que estava a decorrer, ou pagaria 14,50€) - mal conheci este livro através do Goodreads, soube que tinha de ser meu. Também faço parte daquele imenso grupo de bibliófilos que gostariam de ter uma livraria, que seria muito engraçadito e coiso e tal. Mas, acima de tudo, eu faço parte daquele imenso grupo que é bibliófilo e ponto final. Não resisti a tentar saber mais acerca da aventura da Wendy e do Jack. Já li despachei este - review para breve.

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Brideshead Revisited, é o que eu quero ler. Um romance do escritor inglês (Arthur) Evelyn Waugh, datado de 1945, retrata a época anterior à 2ª Guerra Mundial e, em destaque, as ambições e indecisões de Charles Ryder, depois de ser incluído no seio da família aristocrática e extremamente religiosa do seu amigo Lord Sebastian de Flyte. Se o filme não tiver fugido à história original, haverá pelo meio muitas confusões amorosas, dramas familiares, desejos carnais e reflexões profundas acerca do significado da religião. Se gostei (imeeeeeenso) do filme, então guardo elevadas expectativas no que toca ao livro. Espero não me desiludir com Brideshead Revisited.

Ah, e já agora... Não posso deixar de recomendar esta adaptação cinematográfica!

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Já li! #3

por BeatrizCM, em 10.02.14

 

John Green não deve ser o maior escritor de todos os tempos, mas é, sem dúvida, um óptimo contador de histórias, a julgar por este The Fault in Our Stars. Não sei se será assim, como descrito, que se desenrola o quotidiano de adolescentes com doenças oncológicas, mas passei a saber, mais do que nunca, que não quero saber. Entenderam?

Ler este livro é uma experiência emocional de partir o coração, tanto rindo quanto chorando, e conseguimos realmente criar empatia como todas as personagens. Não há antagonistas nesta história, apenas um inimigo invisível mas devastador chamado cancro. 
Não é o meu livro preferido, mas gostei imenso de o ler. Pôs-me a pensar em todas as pessoas de quem eu gosto e que não gostaria de perder, fez-me reflectir acerca do "great love of my life" (cf. versão original) e no quão garantidas as tomamos na maioria do tempo que passamos com elas. 
Em suma, livros sobre temas tristes não são o meu forte, mas este leu-se bem e serviu para me inteirar de toda a sorte que tenho por ter saúde, amor, família e amigos que, por seu turno, também não têm um prazo de validade - não são "granadas".

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A ler #3

por BeatrizCM, em 02.02.14

 

Já todo o mundo adolescente e não adolescente tinha lido este livro, The Fault in Our Stars (em português, A Culpa é das Estrelas), e eu ainda não. Proporcionou-se a oportunidade depois de adquirir a tablete, pois a única versão a que tinha acesso era em livro digital - e eu detesto ler no computador!

Todos os dias tenho lido um bocado, comecei na quinta-feira, e só estou a demorar mais tempo porque não tenho tido mais disponibilidade. Já vou quase no final e está a ser emocionante. Hoje devo acabá-lo, sem dúvida.

É um daqueles livros que pensamos que vai ser uma coisa e, afinal, é outra. Digo isto porque há muito tempo que não leio nada de lamechas, porque deixei de gostar de histórias lamechas, em geral. Talvez porque a minha vida se tornou imensamente lamechas, a ficção lamechas tem-me desapontado, por eu agora saber que a lamechice é bem melhor na realidade. Porém, de vez em quando, há que conhecer outros tipos de lamechice, outro tipo de enredos foleiros que encerram mensagens preciosas e nos mostram outra perspectiva do mundo, aquela que o autor quer legar-nos. Entendem?

Felizmente, nunca conheci ninguém com cancro e muito menos estive perto de saber o que é ser-se doente oncológico ou ser-se próximo de um. Felizmente, felizmente, FELIZMENTE! Acho que sou inacreditavelmente abençoada por isso. Deve ser uma sensação terrível, estar-se perto de uma "granada" ou ser-se uma. Ter-se uma vida pela frente e, um dia, descobrir-se a violenta efemeridade da existência. Ninguém o deveria desejar a ninguém, nem ao seu mais temível inimigo.

Mas, desenganem-se, este não é um livro sobre cancro. O que ele tem de mais valioso é ser acerca de adolescentes com cancro, mas que aspiram a muito mais do que a ser apenas mais uns adolescentes com cancro. E, acima de tudo, é sobre o amor.

 

Assim, vale a pena lê-lo.

 

 

Ainda não chorei uma única vez, mas tenho ficado algo impressionada nalgumas partes, enquanto outras já me fizeram rir bastante.

 

***

 

ADENDA: lembrei-me de que conheci uma pessoa, já adulta, com cancro, mas não contactei com ela enquanto esteve doente, é verdade.

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