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Últimas leituras - "How To Be Idle"

por BeatrizCM, em 24.07.15

Chegou o dia em que posso dizer que li um livro recomendado pelo meu namorado. Sei que parece uma tolice, mas adoro a ideia de podermos partilhar os dois um interesse, como é o caso dos livros (que é o meu maior interesse, e um dia espero também podermos partilhar o interesse pela música, que é o maior interesse dele). How To Be Idle (tradução aproximada: Como Ser Ocioso) de seu nome, de origem britânica, assinado por Tom Hodgkinson (o meu novo ídolo no mundo dos trabalhadores freelancers), desafia muitos dos dogmas da nossa sociedade. Demorei a lê-lo (de Fevereiro a Julho, salvo erro), mas valeu a pena deixar algumas ideias a marinar durante estes meses, antes de avançar mais na leitura!

 

Já agora, uma vez que os livros do Book Depository demoram quase um mês a chegar, decidi ler este How To Be Idle em formato e-book, por ser mais prático e rápido de obter. O ficheiro PDF é facilmente encontrado através dos motores de busca, por isso façam-se ao bife! Em breve, escreverei qualquer coisa sobre a leitura de e-books - hoje não é o dia, mas prometo que fica para os próximos dias.

 

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 Crítica no Goodreads a How To Be Idle, do ocioso Tom Hodgkinson (a que atribuí 4 estrelas):

Quando o meu namorado me recomendou How To Be Idle, julguei que este seria "mais um livro" constituído por meia dúzia de teorias parvas anti-capitalistas, uns quantos bitaites a elogiarem o ócio e a preguiça.
No entanto, logo a partir das primeiras páginas, percebi que me havia enganado. How To Be Idle é, principalmente, um livro que nos apresenta teorias fora da caixa e que nos obriga a pensar sobre a economia e história mundial e sobre a história da economia - não só apresentando a opinião do seu próprio autor, como também de muitos outros, desde filósofos da Grécia antiga, até filósofos contemporâneos, passando pelos medievais e pelos iluministas.
Será que o mercado de trabalho sempre se estruturou do modo que conhecemos? Que hábitos de lazer adoptaram os indivíduos ao longo dos tempos? Que outras formas de equilibrar trabalho/emprego com o ócio é que existem? E qual a diferença entre trabalhar e ter um emprego? Estas são algumas questões que, surpreendentemente, vi respondidas.
Outra característica surpreendente deste livro é a sua sustentação teórica muito sólida. Não são deixadas pontas ao acaso. Os argumentos são todos muito fortes e nota-se que o autor, Tom Hodgkinson, é um homem culto e que leu imenso para poder escrever How To Be Idle.
A única razão que encontro para atribuir 4 estrelas em vez de 5 a este livro é tê-lo achado demasiado extenso e extensivo nalguns capítulos que, me pareceu, caíram na redundância e no exagero de citações de outros autores - mas trata-se apenas de uma preferência pessoal pelo que é sucinto e directo

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4 comentários

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De Lis a 25.07.2015 às 14:56

Fiquei curiosa...

L*
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De BeatrizCM a 26.07.2015 às 21:35

Acho que não posso sequer oferecer mais razões pelas quais este livro tem de ser lido! :)
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De Carla B. a 26.07.2015 às 15:54

Também comecei a ler, em Portugal está traduzido pela Lua de Papel com o título "Os Prazeres do Ócio: 24 horas, 24 maneiras de não fazer nada" mas é um livro que realmente convida a parar e a pensar, pelo que ainda não progredi muito na sua leitura. Estou a ver se o guardo para férias, porque parece-me que não há nada melhor que aprender a não fazer nada quando se está a não fazer nada.
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De BeatrizCM a 26.07.2015 às 21:36

Ora aí está um pelo programa de férias! Boas leituras :)

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