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Últimas leituras - "O Meu Irmão"

por BeatrizCM, em 17.11.15

Está aberta a época de leituras na Fnac (aliás, desde A Metamorfose)! Como a crise chega a todos e os livros novos não custam menos de 15€, aproveito alguns furos de 4h e de 5 horas e meia entre aulas da manhã e da tarde para me pôr a jeito na Fnac.

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Quanto ao livro O Meu Irmão, o primeiro romance de Afonso Reis Cabral e o primeiro vencedor do Prémio Leya com que alguma vez entrei em contacto, tenho a confessar que fiquei desiludida. Sim, o enredo era promissor, a forma de contar era engraçadita, mas nada passava de medíocre. Raramente me senti surpreendida ao longo da leitura.

Para quê mais palavras, se a minha opinião acerca d'O Meu Irmão já anda pelo Goodreads?

Comecei a ler este livro sem qualquer expectativa, apesar de ter recebido o Prémio Leya 2014. Ao fim de algumas dezenas de páginas, passei a ficar dividida: este é ou não é um bom livro, bem escrito? E, mesmo depois de o ter terminado, continuo a senti-lo como agridoce.
Em suma...
Pontos fortes: enredo (e, particularmente, o seu culminar) inesperado, construção bem conseguida do clímax que nos vai conduzindo até à última página, personagens improváveis, boa descrição de uma aldeia e seus habitantes no interior de Portugal (apesar pretensiosamente caricatural), estruturação criativa do texto e dos "à partes" do narrador participante na história.
Pontos fracos: escrita desengraçada, sem nada de surpreendente, recursos linguísticos pouco satisfatórios, referências a locais que não são como o autor os descreve (suspeito de que, nos anos 80 ou 90, não houvesse restaurantes nas imediações da Cidade Universitária ou da Faculdade de Letras - nem hoje os há, só mesmo os bares dentro das faculdades).
Parecendo que não ao leitor mais desatento, a qualidade da escrita, a falta de descrições satisfatórias, veio angustiar-me muito. É que, sendo a sua presença tão constante ao longo de toda a história, não percebi nada - nadinha! - de como é que é suposto a Luciana ser fisicamente. Sim, está bem, é deficiente, magra, tem a cara e o corpo esquisitos... Mas como??
E, agora que me lembro (o que até considero um aspecto positivo)... A aparência do narrador foi sempre ocultada, não foi? Como é que será esse professor? Será alto, baixo, rechonchudo ou espadaúdo? E como se chamará mesmo? Até é engraçado sermos deixados a pensar.
Na via das dúvidas, e esperando por mais livros escritos por Afonso Reis Cabral, atribuo 3 estrelas ao seu primeiro. Ainda é muito prematuro fazer considerações acerca do autor e da sua criação literária.

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1 comentário

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De Cláudia Oliveira a 18.11.2015 às 16:14

Li apenas dois capítulos e não avancei. Está ali para voltar um dia. Senti muito dessas tuas impressões também.

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