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Como já devem ter reparado, adoro livros escritos por estrangeiros acerca dos portugueses. Acho que é sempre uma experiência enriquecedora saber qual a opinião de uma pessoa de fora acerca de nós e do nosso país, do que se faz por cá, de como nos comportamos... Até agora, acho que continuo a preferir o The Portuguese/Os Portugueses, do jornalista Barry Hatton (casado com uma portuguesa, também tem filhos portugueses que também contribuem para a sua perplexidade para connosco), mesmo depois de já ter lido igualmente o The Xenophobe's Guide to the Portuguese. Comprei-o na loja de souvenirs do Parlamentarium, quando fui visitar o Parlamento Europeu em Bruxelas no passado mês de Novembro, custou-me 8€, mas pronto, eu tinha que o fazer. Além disso, nem 100 páginas tem, por isso seria super rápido de se ler.

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No final, acabei por não gostar muito dele. Contém muitas generalizações acerca dos portugueses, das suas tradições, comportamentos e modo de vida, o que me deixou bastante desiludida. Parece que o autor, Mattew Hancock, supostamente escritor de guias turísticos de cidades portuguesas, nem se deu ao trabalho de confirmar por si próprio se esses generalizações eram verdadeiras, o que realmente o tornou um bocado mais como o título indica - "um guia xenófobo.

Assim sendo, para mais pormenores, leiam a crítica que se segue, que deixei no Goodreads - em Inglês, para que leitores estrangeiros também possam perceber que nem tudo o que se encontra escrito é necessariamente verdade.

This book is indeed useful for foreigners to understand a bit more about the portuguese. However, not all that is mentioned should be taken literally, scientifically. There are lots of facts that are only generalizations that the author applied to all of us, people from Portugal, even though he sometimes refers some things that are absolutely true. In other cases, what he refers does not apply to younger generations, only consisting in a traditional point of view.
I was expecting more from this book. Also, I think that this type of guides should be written in partnership with a country's native, or at least revised by one.

 

Fica para a próxima, The Xenophobe's Guide to the Portuguese!

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Últimas leituras - "Malala"

por BeatrizCM, em 02.12.14

Aaaaah, voltei!

Tenho lido imenso e escrito muito pouco, daí a minha ausência. Perdoem-me, colegas. A leitura a muito obriga e nós, como é sabido, queremos lá saber, fazemos o que a vontade nos pede. E eu fiz o que me deu na real gana! No stop reading November! Consequentemente... agora tenho imensas opiniões para partilhar.

 

malala.jpg

 

Um dos livros que comecei a ler em Outubro e acabei em Novembro foi esta autobiografia, Malala - the girl who stood up for education and was shot by the Taliban, que eu já tinha comprado em Inglaterra no Verão, por apenas 3£.

Decidi-me, finalmente, a pegar-lhe a seguir à Malala ter sido a grande contemplada com o Prémio Nobel da Paz de 2014. Senti que, se já tinha o livro, só tinha era de o ler.

Por isso, pouco a pouco (porque ainda foi uma leitura relativamente grande para quem tinha imensos afazeres paralelos).

Esta é a minha review no Goodreads:

Decidi saber mais acerca da Malala depois de ganhar o Prémio Nobel da Paz há uns meses. Já tinha este livro e não encontrei melhor oportunidade e desculpa para o ler do que essa.
Adorei ler este livro, pela sua dimensão histórica, política e social - e por mais que não seja por ter sido escrito por uma rapariga tão particular como a Malala.
O que poderia ter-se revelado um relato desinteressante acerca da vida e dos sonhos de uma adolescente em breve demonstrou tratar-se muito mais do que isso. Ainda não me inteirei de todo o fenómeno "Malala" e de todos os seus efeitos a nível mundial, mas este livro, escrito pela própria em parceria com a jornalista Christina Lamb, dá-nos uma perspectiva bastante completa acerca do que esta menina paquistanesa, inicialmente anónima, já tentou fazer pelo direito à educação para todas as crianças, em especial para as raparigas. Sendo quase como que uma ode à educação como a melhor arma que alguém pode desejar, este livro fez-me pensar em como, na maior parte do Ocidente, tomamos a escola como garantida, não lhe prestando o devido respeito. Muitos leitores têm dito o mesmo, mas é de frisar que são relatos como os de Malala que nos fazem abrir os olhos acerca de outras realidades alheias à nossa, em que todas as condições para sermos bem-sucedidos, felizes e saudáveis nos são mais ou menos asseguradas.
Com apenas 17 anos, a Malala já viveu no meio de diversas guerras, armadas e não só. A sua luta pela educação resultou numa tentativa de homicídio pela parte dos talibãs, a si e a algumas das suas colegas, e não foi por causa disso que tal luta foi interrompida. Com apenas 17 anos, a Malala tem tudo para continuar a ser um ícone internacional no campo da luta pelos direitos humanos, uma porta-voz cheia de garra para aqueles a quem não é permitido falar.
A escrita deste livro é relativamente simples, notando-se até alguma ingenuidade e jovialidade próprias da idade da Malala quando o escreveu. Para quem espera meros ensaios acerca da educação, que se desencante dessa ideia: todo o relato é um ensaio em si, é uma história pessoal que se tornou uma história universal. O mais complicado de entender poderão ser, porventura, algumas referências culturais menos bem explicadas.

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