Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Filme "Os Maias - cenas da vida romântica"

por BeatrizCM, em 20.09.14

 

No fim-de-semana passado, acabei por ir mesmo ver a última adaptação para filme d'Os Maias (numa das únicas duas salas de cinema na Margem Sul em que se deram ao trabalho de o colocar em exibição), mas ainda não tive tempo de me alongar mais acerca do assunto. No Facebook, revelei apenas que a minha avaliação seria um 6,5 em 10 e fiquei-me por aí.

No entanto, aqui vai a justificação desse rating.

Em quase todo o filme, notou-se que se tratava de uma produção sem grandes orçamentos, apesar de ser apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo banco Montepio Geral. O primeiro aspecto que mais o deve demonstrar é o que uns podem interpretar como "forma de arte", ao utilizar cenários pintados como no teatro, em vez de se terem deslocado aos locais a que se refere o livro - o Douro, o Chiado, mansões antigas como as que Eça evoca... Enfim, a falta de financiamento foi um bocado evidente. Além disso, o posicionamento dos actores e a perspectiva da câmara revelava captações de teatro e não de cinema, o que comecei a achar um pouco descabido ao fim de algum tempo. Este foi, em geral, o comentário que mais ouvi os outros telespectadores dizerem no final do filme.

Quanto à qualidade dos actores, temos de tirar o chapéu a alguns deles, mas outros deixaram muito a desejar na dicção, nomeadamente o actor que desempenhava o papel de João da Ega (Pedro Inês). 

Já o actor que fazia de Carlos da Maia (Graciano Dias) foi uma excelente escolha, com uma excelente caracterização facial e de figurino - foi um Carlos tal e qual como eu imaginei ao ler o livro. Quão admirados ficariam se vos dissesse que ele é o mesmíssimo actor que faz de Rolando na novela Beijo do Escorpião? Eu acabei de o descobrir e fiquei estupefacta!

Tive imensa pena que a Catarina Wallenstein - que encarnou a maldita Maria Monforte, mãe de Carlos e Maria Eduarda - não tivesse sido escolhida para um papel mais relevante e mais frequente no filme, porque é uma actriz fantástica e fez toda a diferença nos aproximadamente 10 minutos em que apareceu. O mesmo se aplica ao João Perry, isto é, ao avô extremoso Afonso da Maia.

De resto, o filme foi demasiado longo, com cenas desnecessárias e muuuuuuuito pouca acção. Podiam ter explorado melhor a banda sonora, quase inexistente, que sempre poderia dar um bocadinho de energia à acção. Ainda por cima, tanto por bons quanto, infelizmente, por maus motivos, o filme é bastante similar à narrativa do livro, exactamente com as mesmas conversas, com as mesmas hesitações, as mesmas preocupações do narrador em captar o ambiente demonstradas pela câmara... E um livro não é um filme, nem um filme é um livro.

 

 

Apesar de tudo, Os Maias - cenas da vida romântica é um bom filme. A parte menos positiva é que é um filme português e, por isso, faltou-lhe algum investimento em recursos para poder merecer mais do que 6,5 em 10 - uma pena!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sim, sim, SIM!!!

por BeatrizCM, em 10.09.14


Quero ver. Com muita urgência!!! :)

Autoria e outros dados (tags, etc)

O novo livro de José Luís Peixoto

por BeatrizCM, em 05.09.14

Ontem foi o aniversário de um dos meus autores portugueses favoritos: José Luís Peixoto. 40 anos! Por isso, em jeito de celebração, apresentou a capa do seu novo livro e leu alguns excertos na Casa dos Bicos (Fundação Saramago) ontem à tarde, pelas 18h30. Tive imensa pena de não ter ido! Até porque já assisti a uma palestra dada por ele e mais dois autores e, sem dúvida, José Luís Peixoto é um grande nome da literatura portuguesa contemporânea, assim como é um orador humilde mas muito cativante. Quando o ouvimos, não estamos a ouvir um grande vulto com manias de estrela, com tiques e sensações de superioridade. Estamos só a ouvir aquela pessoa que, tal como demonstra nos seus livros, é um tipo porreiro, culto e que escreve muuuito bem.

A sério, quem me dera ter ido assistir a esta apresentação!

 


O novo romance de José Luís Peixoto, Galveias, estará nas livrarias no próximo dia 10 de Outubro.
Primeiras!!!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

No meu primeiro blogue, Procrastinar Também É Viver.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

LIVROS PARA LER - PRÉ-FEIRA DO LIVRO:

  • The Idiot - Fyodor Dostoyevski
  • Le Vieux Qui Ne voulait Pas Fêter Son Anniversaire - Jonas Jonasson
  • The Middlesteins - Jami Attenberg
  • O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
  • Alice in Wonderland - Lewis Carrol
  • Alice Through the Looking Glass - Lewis Carrol
  • Os Maias - Eça de Queirós
  • A Cidade e as Serras - Eça de Queirós
  • A Jangada de Pedra - José Saramago
  • Numa Terra Estranha - Jhumpa Lahiri
  • Crónica do Pássaro de Corda - Haruki Murakami
  • Harry Potter e o Príncipe Misterioso - J. K. Rowling
  • Harry Potter e os Talismãs da Morte - J. K. Rowling

 

MAIS LIVROS PARA LER PÓS-FEIRA DO LIVRO:

  • Use a Cabeça (porque pensamos o que pensamos) - Daniel e Jason Freeman
  • Vivir Para Contarla - Gabriel García Márquez
  • Terra Sangrenta - Timothy Snyder
  • Uma História do Mundo Depois do 11 de Setembro - Dominic Streatfeild
  • A Consciência e o Romance - David Lodge
  • Cartas de Amor de Fernando Pessoa a Ofélia Queiroz - os próprios
  • Outra Vida - Rodrigo Lacerda
  • Para Interromper o Amor - Mónica Marques

 

Cheira-me que em 2015 ainda hei-de ir a meio da lista!

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Tenho mesmo muita pena que os livros do José Luís Peixoto sejam tão caros. Afinal, ele é, a par do Saramago, o meu escritor português favorito. Por isso, tenho lido a maior parte requisitando-os na biblioteca da faculdade, onde parece que ninguém lhes pega - estão intactos, sem dobras, sem marcas de manuseamento, nada! Este Uma Casa na Escuridão não foi excepção. Ainda cheirava a novo!

 

Em termos de género literário, constituiu uma novidade para mim. É tão negro, tão triste, tão sádico...! A personagem que narra a história está em constante sofrimento, todas as que a rodeiam também. Só se sente desalento e ansiedade, só se sente a prisão em cada palavra. É um livro que queremos terminar depressa, para nos livrarmos de tal teia de acontecimentos que só nos enterram em mais desespero. 

No entanto, não consegui deixar de gostar d'Uma Casa na Escuridão. É um livro muito bom, extremamente bem escrito. Nota-se que o JLP tenta diferenciar todos os contextos dos romances que escreve, que há uma grande entrega pessoal e intelectual a cada um, diferente da que aplicou no que escreveu primeiro. Este é uma espécie de história de terror que, lá está, tinha de vir a existir na obra de um autor como o JLP.

 

 

A minha crítica no Goodreads - 4 em 5 estrelas:

 

O registo deste livro não tem nada que ver com o dos outros livros que já li do JLP. Por um lado, houve partes de que gostei menos, mas "Uma Casa na Escuridão" ser radicalmente diferente de todos os outros romances do JLP veio ainda dar mais razões para ele ser um dos meus escritores favoritos, senão O Favorito.
Esta é uma história muito triste, melancólica e angustiante do início ao fim. Quando parece haver uma réstia de luz e esperança, é apenas ilusão que as palavras do JLP nos trazem. Este livro é como uma prisão de onde não queremos sair e, simultaneamente, de que nos queremos livrar o mais depressa possível. Por isso, fiquei indecisa entre as 3 e 4 estrelas. Finalmente, decidi-me pelas 4, porque é o género de história de que eu não gosto e as 3 estrelas nada teriam que ver com a qualidade da escrita ou do enredo - muito pelo contrário, são bestiais!
Aconselho "UCNE" a todos os leitores que pretendem sair da sua zona de conforto literário e tentar algo novo, um estilo alternativo de leitura. Experimentem!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Minha boa gente, a edição da Feira do Livro de Lisboa de 2014 foi muito bem aproveitada - pelo menos, no que toca à minha primeira visita, porque talvez ainda lá apareça mais uma ou outra ocasião. Adorei os preços e o ambiente estava muito fixe. De um lado, as chancelas da Bertrand; do outro, as chancelas da Leya. Dos dois lados, várias editoras independentes e diversos alfarrabistas. Principalmente nos stands da Leya, havia imensas promoções e livros dos 2€ aos 4€ (e ainda deve haver, suponho): romances de cordel, principalmente, mas também consegui arranjar as minhas pechinchas menos "cor-de-rosa". Nos stands da Bertrand, aconselho muito a "Hora H", das 22h às 23h, de 2ª a 5ª-feira, razão pela qual está prometido um regresso, muito em breve, ao Parque Eduardo VII - durante essa hora, certos livros marcados com uma etiqueta cor-de-laranja das chancelas da Bertrand ficam a 50% ou 70%, e eu quero imenso trazer alguns José Luís Peixotos, entre outros que me chamaram a atenção!

O pior desta FLL é não se conseguir encontrar literatura estrangeira não traduzida, o que é uma pena, porque, se esses livros já são bem mais em conta do que as respectivas traduções para português, imagine-se com os descontos especiais de feira! O melhor aspecto a destacar é a organização dos stands, tanto os dos grandes grupos, como os dos pequenos. Os preços também estão especialmente baixos - não me lembro de estarem assim no ano passado.

 

Deixando-me de conversa fiada, as cifras falam por si: gastei APENAS 16€ e comprei 5 livros, dois dos quais para oferta (2€ cada), que não mostrarei aqui porque as aniversariantes poderão estar a ler.

 

 

Uma História do Mundo Depois do 11 de Setembro, Dominic Streatfeild - 3€ (Leya) - a 16€ e 18€ fora da FLL

 

 

A Consciência e o Romance, David Lodge - 2€ (Leya) - a 5€ fora da FLL

 

 

Cartas de Amor de Fernando Pessoa a Ofélia Queiroz - 9€ (livro do dia na Bertrand), outros preços na imagem

 

Normalmente, se quero saber se um livro vale a pena o investimento, consulto a média das avaliações e comentários nas respectivas páginas do Goodreads. Assim, não corro o risco de cometer um erro ao comprar livros que não são realmente bons e, claro, do meu agrado. Dito isto, acho que a minha primeira visita à FLL 2014 rendeu que se valeu!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desafio #1

por BeatrizCM, em 26.01.14

[DESAFIO ORIGINALMENTE PROPOSTO NO FACEBOOK]

 

O desafio consiste em fazer uma lista com os 10 livros (ficção ou não-ficção) que te tenham marcado. A ideia não é gastar muito tempo, nem pensar muito. Não precisam ser grandes obras, apenas as que tenham sido muito importantes para ti. É preciso marcar 10 amigos que vão gostar da brincadeira. Quando eles fizerem as suas listas, devem identificar-te na publicação, para que possas ver as listas deles e ficares a par das suas preferências literárias. 


E os nomeados são (entre muitos e muitos que provavelmente me escaparam da memória)...

 

1. "Abraço" - José Luís Peixoto
2. "Livro" - idém aspas aspas
3. "Memorial do Convento" - José Saramago 
4. "Maldito Karma" - David Saffier
5. "Um Dia" - David Nicholls
6. "Eu Tenho um Sonho: A Autobiografia de Martin Luther King" - escritos de Martin Luther King Jr. organizados por Clayborne Carson 
7. "Sputnik Sweetheart" - Haruki Murakami 
8. "Alma" - Manuel Alegre
9. "O Complexo de Portnoy" - Philip Roth
10. "O Suplente" - Rui Zink 

 

 

E agora é a vossa vez! Quais são os 10 livros que mais vos marcaram ou que, de momento, vocês pensam que vos marcaram? Partilhem ;)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D