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Últimas leituras - "Bonjour Tristesse"

por BeatrizCM, em 29.03.15

Há já algum tempo que não venho cá actualizar a lista de leituras já terminadas, mas aqui vai disto - por agora, com um livro que muito me desapontou. Perdi toda e qualquer vontade de ver a adaptação cinematográfica, tal a minha depressão pós-Bonjour Tristesse.

Jamais (leia-se "jámê")!

 

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A minha crítica a Bonjour Tristesse, de Françoise Sagan, no Goodreads:

Dos poucos livros que já li este ano, "Bonjour Tristesse" é, sem dúvida, aquele de que menos gostei.
Apesar de a estrutura narrativa ser organizada, sendo talvez o aspecto mais positivo acerca desta história, o enredo em si é uma "seca". Além disso, o tom da narração é absolutamente depressivo, o que, pessoalmente, me desgosta.
Como se não bastasse, não simpatizei com nenhuma personagem, muito menos com a narradora, uma adolescente que dá (ou pensa que dá) ares de ser sofisticada e muito mais esperta do que os outros.
Em conformidade com o resto da leitura, também notei nalgumas incoerências na narrativa. Não sei se terá sido impressão minha.
Atribuo "3 estrelas" a "Bonjour Tristesse", porque, apesar de tudo, nota-se algum esforço e qualidade na escrita. É uma leitura curta e não é desagradável.
Li a versão original, em francês. 

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Últimas leituras - "Bilhete de Identidade"

por BeatrizCM, em 08.02.15

Bilhete de Identidade - memórias de 1943 a 1976, de Maria Filomena Mónica. Mais um livro recomendado pelo professor no curso do Cenjor que já mencionei - neste caso, dentro da categoria "autobiografia".

O que mais me interessou na descrição que me fizeram foi o facto de ser a história dos primeiros 33 anos de vida duma mulher - Maria Filomena Mónica, actualmente investigadora-coordenadora do Instituto de Ciências Sociais - e, igualmente,  da maneira como todas as mulheres eram encaradas no tempo da ditadura, até 1975. Bem dito, bem feito. Abriu-me ainda mais para essa realidade muito anterior ao meu nascimento e de que, regra geral, só ouvira falar nas aulas de História ou graças aos relatos da minha avó. Curiosamente, ela e Maria Filomena Mónica só têm uma diferença de dois anos de idade, o que contribuiu em grande parte para que eu me interessasse tanto pelos relatos de epsiódios na Lisboa e na sociedade de antigamente que a autora partilha connosco.

Além disso, foi impossível não me impressionar com a sua garra e identificar-me com as suas tolices de jovem mulher.

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No entanto, passemos aos aspectos mais literários da "coisa", com a crítica que deixei no Goodreads ao livro Bilhete de Identidade, de Maria Filomena Mónica.

Penso que esta terá sido a segunda autobiografia que alguma vez li e decidi fazê lo por a autora ter vivido numa fase de transição política e cultural em Portugal. Assim, graças aos relatos das suas experiências pessoais, é permitido aos leitores recuarem algumas décadas no tempo e perceberem, com toda a exatidão que uma visão individual permite, como se organizava a sociedade portuguesa antes do 25 de Abril de 1974 e até um pouco depois. Para quem, como eu, nasceu muito depois dessa data, este conjunto de memórias de Maria Filomena Mónica vem trazer alguma cor e textura àquilo que nos tentam ensinar ns aulas de História.
Outro aspecto que me faz adorar este livro é a própria personalidade da sua autora. Maria Filomena Mónica lutou toda a sua vida contra o estereótipo imposto acerca da mulher, insurgindo-se contra os tabús, as convenções (mulher enquanto mão e dona de casa) e o poder masculino numa sociedade patriarcal. Admiro a sua sede de experiências e de conhecimento, a sua persistência e coragem. Nalguns aspectos, faz-me lembrar a minha avó, na tentativa permanente de se emancipar do controlo alheio e de ser dona de si mesma, em particular.
O relato destes 30 anos de memórias pode parecer frio, distante e até arrogante. No entanto, é a ausência de floreados que deve ser louvada. A vida e como é e Maria Filomena Mónica conta a sua sem papas na língua. Fiquei com vontade de conhecer o resto da sua história, do seu "Bilhete de Identidade".

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Últimas leituras - "In Cold Blood"

por BeatrizCM, em 06.02.15

Adorei In Cold Blood. Foi o professor do curso que fiz recentemente no Cenjor, acerca de Textos de Não Ficção, que mo recomendou, por ser considerado o livro que fundou o jornalismo narrativo. E porque Truman Capote (que, vim a descobrir, também é o autor de Breakfast at Tiffany's) era um génio da escrita. Seja como for, depois da provocação que o professor me fez, por ainda não conhecer tal obra, não resisti. Comecei a lê-la nesse mesmo dia, depois de a ter requisitado na biblioteca da faculdade. Coincidiu até com o meu objectivo anual de diversificar os meus hábitos de leitura, experimentando mais géneros literários que, caso não fizesse um esforço inicial, não consideraria ler - neste caso, In Cold Blood constitui um relato de um crime hediondo de uma família inteira.

 

Uma vez que o exemplar que requisitei já nem tinha capa exterior com título, acabei por não lhe tirar uma fotografia, como já é costume. Seja como for, isso é o menos importante, e segue-se a crítica que costumo deixar no Goodreads. Atribui 5 estrelas a esta leitura.

Em primeiro lugar, este foi um dos melhores livros que já li, tendo em conta a qualidade narrativa, a pertinência da abordagem do autor ao tema e também à exploração detalhada de cada personagem, factores decisivos para a riqueza deste relato ao caso de um dos homicídios colectivos mais falados nas décadas de 1950 e 1960.
Ainda que um pouco influenciada pela opinião alheia, de professores e colegas, uma vez que In Cold Blood é considerado o primeiro grande livro de não-ficção/jornalismo literário, penso que, no fina, acabei por descobrir sozinha tudo o que faz dele uma narrativa detalhada e profunda, até tendo em conta as extensas descrições, depoimentos e momentos de introspecção recriados.
Capote revela grande mestria em equilibrar o estilo jornalístico, factual, com o recurso a técnicas da escrita de ficção - analepse, prolepse, diálogos. Há, de facto, uma utilização exemplar dos mesmos.
Apesar de o género policial na literatura não ser o meu favorito, dei por mim a devorar páginas atrás de páginas para descobrir o que se passara ao certo com os Clutter ou Dick e Perry. Neste aspecto, principalmente para quem não investigou o caso ou procurou informação sobre ele anteriormente, as técnicas de escrita de ficção de Capote quase nos levam a imaginar o enredo como se ele não tivesse acontecido na realidade (no bom sentido, uma boa conquista, digo eu).
Em último lugar, mas não menos importante, o elemento de coesão, organização e estrutura da narrativa é igualmente um dos aspectos mais fortes a realçar. Com tanta informação disponível para ser tratada, poderia haver um risco de desleixo; felizmente, não foi o caso.
Óptima reflexão entre o Bem e o Mal!

 

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Os primeiros livros que li totalmente em inglês foram os Diários da Princesa. Do 1º ao 10º, passando por aqueles mini-livros do género The Princess Diaries VII and a Half (não publicados em Portugal), saquei-os todos na Internet (sim, eu faço pirataria de livros há meia década) e estreei-me a ler PDFs. Foi a única vez na minha vida em que li resmas de páginas no computador (tudo somado, para cima de 2500, de certeza), mas The Princess Diaries proporcionaram-me um Verão excelente aos 14 anos. 

Por isso, como já referi, é sempre com muito gosto que apanho algum diário, seja ele qual for, em promoção. Aconteceu apanhar o The Princess Diaries VI - Sixsational há uns dias e fiquei derreada de feliz. Li-o desirmanado dos outros, mas quero lá saber - valeu a pena!

 

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Como sempre, esta foi a crítica que deixei no Goodreads ao The Princess Diaries VI:

Li toda a colecção de The Princess Diaries há imensos anos, em formato digital, mas de vez em quando regresso lá. No entanto, depois de adquirir o volume Sixsational numa promoção, nunca pensei emocionar-me tanto ao relê-lo. Não se tratou daquela emoção que me fez chorar baba e ranho, mas sim aquele que me deixou em modo de introspecção, a pensar em como tanta coisa mudou na minha vida (graças ao crescimento, obviamente), enquanto os Diários da Princesa serão eternos e representarão sempre uma parte dela. A princesa Mia continuará sempre na sua vida muito atarefada e dramática de adolescente/jovem adulta, e continuará a fazer indefinida e intemporalmente as delícias de quem a conheceu noutros tempos e a revisita com muito carinho.
Acho que sempre irei reler e relembrar as dúvidas, a ansiedade, os problemas, as loucuras, as futilidades e, por vezes, as imaturidades de Amelia Thermopolis Renaldo com grande agrado, divertimento e, de vez em quando, vontade de lhe dar uma chapada a ver se ela acorda.

Agora a sério: oh Mia, tanto drama só por causa de "Doing It" com o teu namorado super inteligente e - imagino eu - podre de giro? Eh pá, se eu já não soubesse que vocês irão sobreviver a todas as vossas crises, até ficaria super chateada.

 

(Já agora, From the Notebooks of a Middle School Princess será lançado em Maio e Royal Wedding: A Princess Diaries Novel será lançado em Junho!)

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Últimas leituras - "The Four Loves"

por BeatrizCM, em 11.01.15

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Primeiro livro totalmente lido em 2015: check!

Continuei na onda "C. S. Lewis", em continuidade com 2014, mas talvez este seja agora o último livro que hei-de ler do mesmo autor antes de acabar outros que, entretanto, já iniciei no novo ano. The Four Loves é um livro pequenino de ensaios, dividido em 6 capítulos, mas não se deixem enganar pelo tamanho (128 páginas nesta edição em inglês), pois tem muito conteúdo para ser assimilado. Por isso, são capazes de ter de folgar três tardes inteiras até o acabarem, para o ler devidamente, com atenção, e apreciar a genialidade da escrita e da opinião de Lewis.

Para variar, segue-se a minha crítica no Goodreads:

À medida que fui lendo The Four Loves, tentei ir anotando num caderno todas as passagens que achava interessantes e dignas de serem destacadas. Por isso, logo nas primeiras páginas, tive de começar a conter-me e pensar que não podia copiar todo o livro, que para isso comprava um exemplar para mim (aquele que li pertence a uma professora). Esta situação representa o quão adorei ler The Four Loves, o quão quente me deixou o coração e a alma, o quão verbalizou muitas das opiniões que partilho com C. S. Lewis, mas que nunca conseguiram ser exprimidas por mim, pelo menos de um modo tão claro. As definições de amizade, amor romântico, afeição/carinho e caridade/bondade não podiam ter sido melhor atribuídas do que por este escritor e pensador magnífico.
As referências a Jesus Cristo e à religião cristã são frequentes, mas qualquer pessoa consegue ler este livro e identificar-se com o que Lewis defende, seja qual for a sua crença ou mesmo que seja ateia ou agnóstica. Afinal, a base cultural ocidental reside, em grande parte, no cristianismo, partilhando-se valores que são inerentes à nossa educação e instrução, mesmo que seculares.
Só o último capítulo, Charity, me pareceu um pouco confuso, talvez pelas suas muitas referências a Deus, à comparação do Seu amor com o amor humano e à transcendência depois da morte. Acabei por não me identificar tanto com estes temas.

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Últimas leituras - "Chien de Printemps"

por BeatrizCM, em 31.12.14

Em Fevereiro, tentarei obter, finalmente, o DALF (diplôme approfondi de langue française) para ser certificada com o nível C1 em francês. Por isso, desde 2013 que tenho andado a tentar ler cada vez mais livros em francês, para praticar e não enferrujar - além de ter aulas de três horas todos os Sábados de manhã. Afinal, já tenho mais do que anos de estudo suficientes para ler em francês sem problemas.

Assim, em 2014 Chien de Printemps foi o segundo romance que li totalmente em língua francesa. Aproveitei o facto de o autor, Patrick Modiano, ter sido o vencedor do Prémio Nobel da Literatura deste ano e, ainda por cima, eu ter ido a Bruxelas e visitado a livraria Filigranes - logo, ter tido acesso a imeeeensos livros franceses ou, pelo menos, escritos na língua - para procurar livros pequenos, mas bem escritos que me motivassem a aprofundar conhecimentos na minha segunda língua estrangeira (a primeira é o inglês e a terceira é o espanhol).

À medida que ia lendo, devagar, devagarinho, à medida que ia arranjando minutos livres, fui pegando no Chien de Printemps. Só as últimas 50 páginas foram lidas de empreitada, tal a vontade de as terminar. Foi a minha última leitura integral de 2014!

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Esta é a minha opinião:

Primeiro aspecto a destacar: adorei a escrita de Modiano. Apesar de ter lido o livro em Francês, na sua língua original, não tive qualquer dificuldade em apreciar o seu estilo fluído, introspectivo, com parágrafos e capítulos curtos e diálogos na quantidade certa - pelo menos, no que toca a esta obra. A dimensão do livro (120 páginas) também incentiva o leitor a terminar a leitura mais rapidamente.
Quanto ao tema, acho que é abordado de uma maneira um pouco confusa. Com tantas analepses e prolepses, o leitor menos atento é capaz de se perder na narrativa. É certo que o narrador está a contar cenas do seu passado, mas por vezes este confunde-se com o passado do outro protagonista, Francis Jansen - e desconfio que tenha sido mesmo esse o objectivo de Modiano (quem já tiver lido "Chien de Printemps" há-de perceber a conveniência de tal suposta falha).
Excelente leitura para estudantes de Francês que nunca tenham lido um livro completo escrito nesta língua - ideal para principiantes, pela sua pequena dimensão, vocabulário e formas verbais não muito diversificados ou complexos.

 

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Últimas leituras - Bro Code

por BeatrizCM, em 26.12.14

Pela altura em que estiverem a ler isto, já o Natal terá passado. Felizmente, espero eu! Não pude publicar esta review antes porque seria demasiado suspeito. Afinal, esta foi a minha prenda de Natal para o Ricardo e, se ele tivesse reparado por aqui que eu tinha lido o Bro Code, a surpresa acabaria aí com certeza. Ele é muito perspicaz e um fã acérrimo dos meus blogues (por isso é que teve direito a uma prenda tão engraçada) e provavelmente iria logo perguntar como raio tinha eu arranjado um Bro Code, que ele se calhar nem sabia que isso existia, quereria saber se se encontrava na Internet... Mas não, o dele veio do Book Depository.

 

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E pronto, o Bro Code é bestial. Lê-se para aí em duas horas, é uma prenda engraçada para oferecer aos companheiros e amigos deste mundo e, mais importante do que tudo, aponta uma estatística a dizer que as hottest chicks são as half asian chicks. Dah, óbvio.

Agora a sério, esta foi a minha opinião acerca do Bro Code no Goodreads.

Melhor é impossível. Concretiza aquilo a que se propõe - uma lista de regras a cumprir numa relação entre "bros" (companheiros, amigos). Tem talvez algumas referências intrinsecamente norte-americanas, mas é fácil imaginar exemplos na nossa própria cultura.
É uma leitura ainda mais engraçada de estivermos familiarizados com a série "How I Met Your Mother" e a personagem Barney Stinson. Levamos cerca de 1h30, 2h a ler todo o livro.
Os acabamentos gráficos são excelentes, com a capa trabalhada, em relevo e com a fotografia do Barney a sobressair noutro tipo de material, e com a impressão das páginas (já agora, em papel reciclado) a imitar um manuscrito. 

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Últimas leituras - As Crónicas de Nárnia

por BeatrizCM, em 21.12.14

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Desde os dez ou onze anos que adoro As Crónicas de Nárnia. Na altura, li apenas metade dos livros, um aqui e outro ali, sem ordem cronológica ou qualquer outra ordem. No entanto, no mês passado, li-os todos seguidinhos, no espaço de uma semana e meia. Surgiu a oportunidade de fazer um trabalho para a cadeira de Ficção Científica e Fantasia de Expressão Inglesa na faculdade e decidi explorar o mundo C. S. Lewisiano, não só as Crónicas, como também alguns outros livros de não-ficção do autor, que me ajudarão a fazer o trabalho. Ah, e outros guias, como o Companion to Narnia, mas deixarei essas aventuras para outro momento.

Agora, venho-vos apresentar as minhas críticas a todos os livros d'As Crónicas de Nárnia no Goodreads.

 

O Sobrinho do Mágico

É impossível alguém não gostar deste primeiro livro das Crónicas de Nárnia, qualquer que seja a sua idade. É certo que quase todo o enredo faz referência a passagens da Bíblia, em particular ao Génesis, mas compreende-se que, enquanto escritor, C. S. Lewis não se pudesse abstrair completamente da sua fé. Seja como for, "O Sobrinho do Mágico" não deixa de ser uma narrativa agradável, mesmo que não se conheçam as Escrituras (como era o meu caso na primeira vez em que o li, já lá vão mais de seis anos) ou que não se seja cristão ou sequer religioso. Com este livro, são passados valores tão importantes quanto a amizade, a lealdade e a preserverança aos mais pequenos, enquanto os adultos podem reviver a inocência da infância, tão bem retratada pela escrita despretensiosa, mas bastante rica, de Lewis.
Além disso, quem não gostaria de saber como Nárnia nasceu, como começaram as viagens de humanos entre esse mundo e o nosso e, já agora, como é que os irmãos Pevensie conseguiram lá chegar no volume seguinte, "O Leão, o Feiticeiro e o Guarda-Roupa"?

 

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

Não gosto tanto deste segundo volume das Crónicas de Nárnia como gosto do primeiro, mas "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" não deixa de ter o seu encanto.
Anos depois de ter sido apenas Digory, "O Sobrinho do Mágico", voltamos a ver o (agora) professor Kirke, na sua grande casa de família, no campo, onde acolhe os 4 irmãos Pevensie. Para mim, este tipo de continuidade numa saga e todos os detalhes que estabelecem uma relação entre os diversos volumes é um dos melhores aspectos a ressalvar.
Como sempre, Lewis faz, muito subtilmente, a apologia de valores como a amizade, lealdade, justiça e - claro - da importância de um pouco de magia nas nossas vidas.

 

O Cavalo e o Seu Rapaz

Não estava nada à espera de gostar tanto deste terceiro volume das Crónicas de Nárnia. Conta-nos a história de um rapaz chamado Xassta, do seu amigo cavalo Bri, da nobre Arávis e da égua Huin. O que antes me deixava mais reticente era pensar que não tinham uma relação tão directa com Nárnia quanto as restantes personagens da saga. No entanto, descobri que estava enganada, pois tanto os 4 protagonistas de "O Cavalo e o Seu Rapaz" quanto as descrições das paisagens do Sul (com inspiração árabe, imagino) contribuíram para enriquecer a ideia que já tinha do horizonte de Nárnia.

 

O Príncipe Caspian

Adoro as Crónicas de Nárnia, mas penso que este seja um dos capítulos de que menos gosto. Apesar de se chamar "O Príncipe Caspian", este pouco protagonismo tem, em comparação aos reis Peter, Susan, Edmund e Lucy, excepto no início da história. No entanto, mesmo que, no final, valha 3.5 estrelas em 5, não deixa de ter o seu encanto e riqueza em termos de ensinamentos para a vida, ou não tivesse sido escrito por C. S. Lewis.

 

A Viagem do Caminheiro da Alvorada

Não sei até que ponto é que esta não passa somente de uma opinião pessoal, mas entendo "A Viagem do Caminheiro da Alvorada" como uma alegoria para uma viagem espiritual.Caspian procura consolo e redenção através da busca pelos companheiros desaparecidos do seu pai (todos eles, por sua vez, fizeram a mesma viagem, perecendo ou sobrevivendo consoante os seus valores morais); Eustace aprende a ser altruísta e a dar valor à amizade; Edmund e Lucy vivem a sua última aventura de criança, aprendendo e preparando-se para a vida adulta através dos seus erros e ao observarem os dos adultos; Ripitchip procura glória e calma felicidade.
Talvez um dos livros das Crónicas de Nárnia em que a metáfora é melhor conseguida.

 

O Trono de Prata

História um pouco desapontante para quem procura mais aventuras alegóricas e moralmente edificantes. No entanto, não deixa de ter um bom enredo e de ser um bom conto.

 

A Última Batalha

Nunca gostei tão pouco de um final, em particular depois de uma saga tão rica e entusiasmante. Segundo um dos grandes amigos de Lewis, Tolkien, não deveríamos procurar um final feliz (eucatástrofe) nas histórias de fantasia? Quer dizer, "A Última Batalha" tem um final feliz, mas imensamente triste e pouco satisfatório para o leitor, ao mesmo tempo. Considero-o um final sem qualquer réstia de esperança e fé - infelizmente, apenas possíveis na morte ou num mundo paralelo.

 

E que melhor saga para ser lida durante as férias de Natal? Aproveitem e embarquem nas viagens imaginadas por C. S. Lewis! Não perquem tempo: um segundo na Terra pode corresponder a mil anos em Nárnia!

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Como já devem ter reparado, adoro livros escritos por estrangeiros acerca dos portugueses. Acho que é sempre uma experiência enriquecedora saber qual a opinião de uma pessoa de fora acerca de nós e do nosso país, do que se faz por cá, de como nos comportamos... Até agora, acho que continuo a preferir o The Portuguese/Os Portugueses, do jornalista Barry Hatton (casado com uma portuguesa, também tem filhos portugueses que também contribuem para a sua perplexidade para connosco), mesmo depois de já ter lido igualmente o The Xenophobe's Guide to the Portuguese. Comprei-o na loja de souvenirs do Parlamentarium, quando fui visitar o Parlamento Europeu em Bruxelas no passado mês de Novembro, custou-me 8€, mas pronto, eu tinha que o fazer. Além disso, nem 100 páginas tem, por isso seria super rápido de se ler.

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No final, acabei por não gostar muito dele. Contém muitas generalizações acerca dos portugueses, das suas tradições, comportamentos e modo de vida, o que me deixou bastante desiludida. Parece que o autor, Mattew Hancock, supostamente escritor de guias turísticos de cidades portuguesas, nem se deu ao trabalho de confirmar por si próprio se esses generalizações eram verdadeiras, o que realmente o tornou um bocado mais como o título indica - "um guia xenófobo.

Assim sendo, para mais pormenores, leiam a crítica que se segue, que deixei no Goodreads - em Inglês, para que leitores estrangeiros também possam perceber que nem tudo o que se encontra escrito é necessariamente verdade.

This book is indeed useful for foreigners to understand a bit more about the portuguese. However, not all that is mentioned should be taken literally, scientifically. There are lots of facts that are only generalizations that the author applied to all of us, people from Portugal, even though he sometimes refers some things that are absolutely true. In other cases, what he refers does not apply to younger generations, only consisting in a traditional point of view.
I was expecting more from this book. Also, I think that this type of guides should be written in partnership with a country's native, or at least revised by one.

 

Fica para a próxima, The Xenophobe's Guide to the Portuguese!

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